Deixaram-me só no campo, sob a chuva fina, só. Olhavam-me mudos admirados os álamos nus: sofriam a minha dor: dor de não saber nitidamente…
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E a terra molhada e os negros e altíssimos montes calavam-se vencidos. Parecia que um deus malvado tivesse com um só gesto petrificado tudo.
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E a chuva lavava aquelas pedras.
Aceitarás o amor como eu o encaro ?... . Aceitarás o amor como eu o encaro ?... ...Azul bem leve, um nimbo, suavemente Guarda-te a imagem, como um anteparo Contra estes móveis de banal presente. . Tudo o que há de melhor e de mais raro Vive em teu corpo nu de adolescente, A perna assim jogada e o braço, o claro Olhar preso no meu, perdidamente. . Não exijas mais nada. Não desejo Também mais nada, só te olhar, enquanto A realidade é simples, e isto apenas. . Que grandeza... a evasão total do pejo Que nasce das imperfeições. O encanto Que nasce das adorações serenas.
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Caronte inclinou-se para frente e remou. Todas as coisas eram uma com seu cansaço.
Para ele, não era uma coisa de anos ou de séculos, senão de ilimitados fluxos de tempo, e um antigo peso e uma dor em seus braços que se tinham convertido em parte de um esquema criado pelos deuses e em um pedaço de Eternidade.
Se os deuses lhe tivessem mandado ao menos um vento contrário, isso teria dividido todo o tempo em sua memória em dois fragmentos iguais.
Tão cinzas resultavam sempre as coisas onde ele estava que se alguma luminosidade se demorava entre os mortos, no rosto de alguma rainha, como Cleópatra, seus olhos não poderiam percebê-la.
Era estranho que atualmente os mortos estivessem chegando em tais quantidades. Chegavam de mil em mil, quando costumavam chegar de cinqüenta. Não era a obrigação nem o desejo de Caronte considerar o porquê dessas coisas em sua alma cinza. Inclinava-se para frente e remava.
Então, ninguém veio por um tempo. Não era comum que os deuses não mandassem ninguém da Terra por tal período de tempo. Mas os deuses sabem.
Então, um homem chegou só. E uma pequena sombra sentou-se, estremecendo na praia solitária, e o bote zarpou. Apenas um passageiro. Os deuses sabem. E um Caronte grande e cansado remou junto ao pequeno, silencioso e assustado espírito.
O som do rio era como um poderoso suspiro lançado pela Aflição, no começo, entre suas irmãs, e que não pode morrer como os ecos da dor humana que se apagam nas colinas terrestres, senão que era tão antigo como o tempo e a dor nos braços de Caronte.
Então, no cinza e tranqüilo rio, o bote se materializou na costa de Dis e a pequena sombra, ainda estremecendo, pôs o pé na terra, e Caronte voltou o bote para se dirigir, cansado, ao mundo. Então a pequena sombra falou; havia sido um homem.
"Sou o último", disse.
Nunca ninguém havia feito sorrir Caronte, nunca nada antes o havia feito chorar.
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. A rose-red city : .
. Existe uma estrada Essa estrada, é a estrada que eu amo. Eu a escolhi. Quando trilho esta estrada, as esperanças brotam e, o sorriso se abre em meu rosto Dessa estrada nunca, jamais fugirei.
de tamanha altura em mim
antes de ter subido
às alturas do teu sorriso.
Regressava do teu sorriso
como de uma súbita ausência
ou como se tivesse lá ficado
e outro é que tivesse regressado.
Fora do teu sorriso
a minha vida parecia
a vida de outra pessoa
que fora de mim a vivia.
E a que eu regressava lentamente
como se antes do teu sorriso
alguém (eu provavelmente)
nunca tivesse existido
" Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor,
mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles,
mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os
dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são
arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica
com toda a sua força,
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa
alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."