sábado, 4 de janeiro de 2014

Imagens do Mundo - Portugal - Lisboa (411)

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Nota da Redação :
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Com a suspensão da rubrica "Uma Poesia por dia...", e até que surjam outros assuntos mais de acordo com o espírito de Almanaque deste blog, vou passar a publicar aqui as "Imagens do Mundo", pois estão mais adequadas ao seu carácter cultural.
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NelitOlivas 
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Museu dos Coches IV :
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NelitOlivas

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria

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Por motivos que se prendem com reivindicação de Direitos-Autorais (embora todos os Poemas aqui publicados tenham sido retirados de Sites públicos, devidamente citados), esta rubrica encontra-se suspensa até que Poetas/Tradutores/Editores, etc., compreendam que ela apenas se destinava, sem quaisquer fins comerciais, à divulgação da Poesia.
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                                          NelitOlivas

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Sully Prudhomme

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 Sully Prudhomme :

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le cygne :


Calmo, do espelho azul d’água profunda e calma
à face errando, os pés, lânguido, o cisne espalma
E desliza. Da neve os raros flocos brancos
Lembra o fino frouxel que lhe amacia os flancos;
Línea vela parece a asa que encurva e brande,
Esbelto, e ora retrai, ora sacode e expande;
Entre as ninféias indo, o alvo pescoço apruma,
Colhe-o após, some-o n’água, estende-o sobre a espuma,
Curva-o mole e gracioso, e ânfora antiga imita.

Dos pinheiros ao longo, onde o silêncio habita
E a paz e a sombra, vai; rastejando na esteira,
Que atrás fica, semelha intensa cabeleira
A basta ervagem fresca a palpitar. A gruta,
Que a alma atrai do poeta e a voz da tarde escuta,
Praz-lhe e a fonte que além flui, regurgita e bolha.
Vendo-as, lento se arrasta. às vezes numa folha
Leve cai do salgueiro e, em sua queda, leve,
Roça-lhe, muda sombra, as plumas cor de neve.
Caminha agora ao largo; o implexo da ramagem
Deixa e a parte procura onde o esplendor selvagem
Diz melhor com o brilhar d’água anilada e pura.
Do lado é a parte mais azul que ele procura;
E lá vai... a cismar sobre as ondas serenas,
Entrega à luz do sol a brancura das penas.

Depois, quando, em redor, se confundem, caindo
A noite, do amplo lago as margens, e no infinito
Horizonte há somente um ponto avermelhado;
Quando tudo quedou, quando no ilimitado
Do céu paira da lua o globo enorme e albente;
Quando acende o lampiro a luz fosforescente,
E nem o menor sopro o débil junco embala:
O cisne, sob o olhar dessa noite de opala,
Em seu lago sombrio, enfim, descansa; e, acaso
Visto de alguém, assim, lembra de prata um vaso...
Põe sob a asa a cabeça, os olhos sonolentos
Fecha, e dorme, feliz, entre dois firmamentos.

Sully Prudhomme
(Trad. de Alberto de Oliveira)
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(retirado, com a devida citação, de "Meus Poemas Favoritos")

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Eduardo Sterzi

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Eduardo Sterzi :
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 BARCA :

Incendiou-se a barca
que nos levava ao continente.
Dormíamos
em nossas cabines:
a família
toda morreu.

Era festa
no sono: tão
entretidos,
nem percebemos.

No cais,
à nossa espera,
ninguém: ninguém
deu por nossa falta;
ninguém nos reconheceu.

Outra festa, agora,
na memória
de ninguém.
Não bebemos;
não dançamos.
Berrávamos, silenciosos, nas profundezas.
Ninguém despertou
com nossas vozes.
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(retirado, com a devida citação, de "Modo de Usar & Co")