quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Rosario Castellanos

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ROSARIO CASTELLANOS :

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Destino :
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Matamos lo que amamos. Lo demás
no ha estado vivo nunca.
Ninguno está tan cerca. A ningún otro hiere
un olvido, una ausencia, a veces menos.
Matamos lo que amamos. ¡Que cese ya esta asfixia
de respirar con un pulmón ajeno!
El aire no es bastante
para los dos. Y no basta la tierra
para los cuerpos juntos
y la ración de la esperanza es poca
y el dolor no se puede compartir.

El hombre es animal de soledades,
ciervo con una flecha en el ijar
que huye y se desangra.

¡Ah! pero el odio, su fijeza insomne
de pupilas de vidrio; su actitud
que es a la vez reposo y amenaza.

El ciervo va a beber y en el agua aparece
el reflejo de un tigre.
El ciervo bebe el agua y la imagen. Se vuelve
- antes que lo devoren - ( cómplice, fascinado )
igual a su enemigo.

Damos la vida sólo a lo que odiamos.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Peter Rosegger

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Poem for the New Year :

A bit more of peace and a bit less debate,
a bit more of kindness and a bit less of hate,
a bit more of love and forget jealousy,
and more of the truth - now that sets us free!

Not so much of strife but of peace to pursue,
not so much of I but a bit more of You,
not fear nor despondence but more enterprise
and strength to take action - now that would be wise!

No sadness and darkness but light let us show,
no burning desire but a joyful let-go,
with many more flowers to brighten the fate,
and not just on graveyards - for then it's too late! 
(retirado, com a devida vénia, de "PoemHunter.com, poems, poem")

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Sor Juana Inés de la Cruz

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Sor Juana Inés de la Cruz :

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A una Rosa :
Rosa divina, que en gentil cultura
Eres con tu fragante sutileza
Magisterio purpúreo en la belleza,
Enseñanza nevada a la hermosura.

Amago de la humana arquitectura,
Ejemplo de la vana gentileza,
En cuyo ser unió naturaleza
La cuna alegre y triste sepultura.

¡Cuán altiva en tu pompa, presumida
soberbia, el riesgo de morir desdeñas,
y luego desmayada y encogida.

De tu caduco ser das mustias señas!
Con que con docta muerte y necia vida,
Viviendo engañas y muriendo enseñas.
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(retirado, com a devida vénia, de "Los Poetas")

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Mario Benedetti

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No te salves - Mario Benedetti :

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Não te salves
Não fiques parado
a beira do caminho,
não congeles o júbilo,
não queiras sem vontade,
não te salves agora
nem nunca
Não te salves


Não te enchas de calma,
não reserves do mundo,
apenas um rincão tranqüilo
não deixes cair as pálpebras
pesadas como juízos,
não fiques sem lábios,
não fiques sem sonhos,
não penses sem sangue,
não te julgues sem tempo.

Mas se
apesar de tudo,
não pode evitar;
e congelas o júbilo,
e queres sem vontade,
e te salvas agora,
e te enches de calma,
e reservas do mundo,
apenas um rincão tranqüilo,
e deixas cair as pálpebras
pesadas como juízos,
e te secas os lábios,
e dormes sem sonho,
e pensas sem sangue,
e te julgas sem tempo,
e ficas parado
à beira do caminho,
e te salvas;
então
não fiques comigo.
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(retirado, com a devida vénia, de "Pensador")

domingo, 13 de outubro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - François Villon

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François Villon :

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BALADA DOS ENFORCADOS :

Homens irmãos, que a nós sobreviveis,
Não tenhais vosso peito calejado,
Porque, se algum pesar por nós haveis,
Cedo, o perdão de Deus tereis ganhado.
Mais de um vedes, na corda, pendurado:
A carne que gozou, em demasia,
Foi devorada, podre, dia a dia,
E as ossadas em pó se mudarão.
De nosso padecer ninguém se ria.
E a Deus rogai nos dê o seu perdão!

Se de irmãos vos chamamos, não deveis
Mostrar desdém, embora justiçados
Com razão. E, no entanto, vós sabeis
Que nem todos são muito ajuizados;
Pedi por nós, agora, trespassados,
A Jesus Cristo, filho de Maria,
De sua graça venha a nós valia
Que nos livre da eterna perdição.
A nós, mortos, poupai outra agonia.
E a Deus rogai nos dê o seu perdão!

Secos, negros, enfim, o sol nos fez,
A chuva nos gastou. Foram cavados
Os olhos pelos corvos, com avidez,
Sendo a barba e os sobrolhos arrancados.
Não podemos jamais ficar parados;
De cá pra lá, ao léu da ventania,
Pelas aves bicados, à porfia,
Como um dedal os corpos ficarão.
Não sejais, pois, de nossa confraria;
E a Deus rogai nos dê o seu perdão!

Senhor Jesus, que sois o nosso guia,
Não permitais do inferno a senhoria,
Nem lhe devamos soldo, sujeição.
Homens, aqui não calha zombaria;
E a Deus rogai nos dê o seu perdão! 
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(retirado, com a devida vénia, de "Poet´anarquista")

sábado, 12 de outubro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Silvio Romero

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Silvio Romero :

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A VIOLA :

Quanto eu te amava, oh ! rustico instrumento
Tu que as maguas, as dores allivias
Da sertaneja em mansas melodIas,
Inda hoje me vens ao pensamento !...

Puro e boro. despertava o sentimento,
A alma dourando, como doura os dIas
O sol — nosso conviva... e tu vertias
Teus gemidos subtis todos ao vento...

Companheira querida das matutas,
Confidente fiel de seus desejos,
De seus sonhos de amor, serenas lucias,

Como és boa da roca nos festejos,
Quando as morenas languidas, astutas,
Afinara pela prima o som dos beijos !...
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(retirado, com a devida vénia de "Antonio Miranda")

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Jean Moreas

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Jean Moreas - Ne dites pas :

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‘No digáis’ :

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No digáis que la vida es un festín alegre;
Lo dice un alma tonta o bien un alma baja.
No digáis sobre todo: es desdicha sin fin;
Lo dice un alma débil que temprano se cansa.
Reíd como las ramas en primavera agítanse,
Llorad como los vientos o la ola en la playa,
El placer y el dolor padeced y gozad; y decid:
Es mucho todo esto y es la sombra de un sueño.
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(retirado, com a devida vénia, de "20minutos.es")