FIGUEIRA DA FOZ - Antonio Sousa Freitas :
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Figueira, Figueira da
Foz
Das finas
areias
Berço de
sereias
Procurando
abrigo.
Estrelas, doiradas
estrelas
Enfeitam o
Mar
Que pede a
chorar
Para casar
contigo.
Figueira, e à noite o
luar,
Deita-se a teu
lado
A fazer
ciúmes
Ao teu
namorado.
E a Serra, que te
adora e deseja,
Também sofre com a
luz do Sol
Que te abraça e te
beija.
↔
Embala-me,
embala-me,
E canta-me
cantigas,
Cantigas antigas de
embalar meninos.
- Que a tua voz seja
um cântico
Onde a minha alma
descanse
E alcance os seus
destinos.
Que tenha sonhos
brancos e suaves,
Aves roçando leve o
meu sonhar
Embalando breve,
junto a ti, sonhando.
- Ó noite velha, sem
estrelas e sem lua,
Nua e tua sinto bem
minha alma
Na calma de um lugar
agónico e brando.
E canta, canta, meu
amor, encanta
Com essa tua voz
sonhada e benta,
E lenta, lenta, meu
amor, tão lenta.
- Deixa correr a
vida! Que importa a vida,
Se no ponto da
partida
No teu canto o meu
anseio se atormenta!?
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