Tristan Corbière :
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AVENTURA GALANTE E FORTUNA
Eu faço o ponto, quando belo vai o dia,
Para a passante que, com satisfação,
À ponta da sombrinha me fisgaria
O piscar da pupila, a pele do coração.
E acho que estou feliz- um pouco- é a vida:
O mendigo distrai a fome na bebida...
Um belo dia- triste ofício! -eu assim,-
Ofício!...- velejava. Ela passou por mim.
-Ela quem? -A Passante! E a sombrinha também!
Lacaio de carrasco,toquei-a...-porém,
Contendo um sorriso, Ela espiou meus botões
E...estendeu a mão,
e...me deu uns tostões.
(Trad.: Antônio Siscar)
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