.
Varinas :
Passam varinas com a giga em arco
Sobre a airosa cabeça sobranceira
No chão enlameado da Ribeira
A água negra fez um grande charco;
Lembram a quilha dum barco
As tamancas da peixeira
Saias rodadas são belas
Que o vento alarga e fustiga
São asas de caravelas
São asas de caravelas
Em corpos de raparigas
As pernas altas são mastros
Que nenhum vento quebranta
Os olhos são negros astros
Os olhos são negros astros
São faróis em terra santa
Saias verdes, saias finas
Saias verdes, saias finas
Saias rubras, saias pretas
Os cordões são as grilhetas
Os cordões são as grilhetas
Dos corpos das ovarinas
Num colar de gaivota
Num colar de gaivota
A peixeira de lisboa
Levanta ao sol a canastra
Levanta ao sol a canastra
Da sardinha que apregoa

Sem comentários:
Enviar um comentário