¡No quiero lanzarme al océano que abraza los cuerpos celestes todos! ¡No elevarme hasta donde los primeros que fueron creados, los coros jubilosos de los hijos de la luz, adoran, adoran con profundo fervor, y pasan su existencia embargados en el éxtasis! Sólo quiero flotar y adorar, en derredor de la gota del cubo, en derredor de la tierra. ¡Aleluya! ¡Aleluya!! ¡También la gota del cubo fluyó de la mano del Todopoderoso! Cuando de la mano del Todopoderoso Surgieron las Tierras más grandes, Cuando los torrentes de luz surcaron, veloces, el espacio, y se convirtieron en Oriones: ¡Entonces fue cuando la diminuta gota Salió de la mano del Todopoderoso! ¿Quiénes son los miles y miles, los centenares de miles de miríadas Que pueblan la gota? ¿Y los que la poblaron? ¿Quién soy yo? ¡Aleluya al Creador! ¡Más veces que cuantos planetas hay que por él surgieron! ¡Más veces que Oriones hay, Surgidos al confluir y fundirse los rayos de la luz! Pero tú, luciérnaga primaveral que juegas a mi lado, dorada y verdosa: ¡Tú vives Y quizás… no eres Ay, inmortal! He salido a fuera A adorar, ¿y lloro? Perdónale, perdónale a este ser finito También estos sus sueños, ¡Oh tú, que siempre serás!. Tú desvanecerás Todas mis dudas ¡Oh tú, que me guiarás Por el obscuro valle de la muerte! Será entonces cuando lo sepa: ¿Tenía alma la dorada luciérnaga? Si tú, luciérnaga, Sólo eras polvo moldeado ¡entonces vuelve a convertirte de nuevo En polvo volátil O en lo que quiera el Eterno!
Tudo o que eu vejo, me rodeia e fala, Desde o arrulo das pombinhas mansas Até dos sinos o tanger monótono, Venham falar-me de tuas longas tranças...
Ai quantas noites em que o luar flutua E a brisa geme dos pinheirais nas franças... Eu vou sozinho, soluçando a medo Beijar a sobra de tuas negras tranças
Ai... a lembrança dessa noite infinda Em que voavas na rapidez da valsa Deixou minh'alma retalhada em dores Presa nos elos que essa trança enlaça;
É que inda hoje eu conservo intactas As doces frases do valsar em meio É que inda agora julgo estar sentindo Arfar teu seio em delirante anseio;
O doce hálito que exalavas rindo As meigas falas... o teu sorrir de então Ai... tudo... tudo para mim recorda Louca esperança que alimentava em vão.
É que eu nutria essa esperança frívola, Falsa quimera que se esvai e finda, É que eu te adoro, te venero, santa E curto em silêncio essa dor infinda
Por isso eu hei de como sempre amar-te
Preso nas chamas que do ar tu lanças Dizer-te, sabes o que eu desejo, louco? — Morrer envolto nas tuas negras tranças.
Eu sou, mas o que eu sou quem cuida ou sabe? Em meus amigos um lembrar perdido. Gastar as minhas mágoas a mim cabe - erguem-se e passam num revoar esquecido, sombras de amor que a própria ânsia esmaga - mas sou, e vivo - como névoa vaga
lançada ao nada de uma vácua lida, ao vivo mar dos sonhos acordados, onde não há qualquer senso da vida, mas o naufrágio só dos bens passados. Até os mais caros, meu amor mais fundo, estranhos me são, ou mais que todo o mundo.
Anseio terras que ninguém pisou, onde mulher nunca sorriu nem chora, e onde me unir ao Deus que me criou, para dormir como na infância outrora - sem que nenhum cuidado seja meu: erva por baixo, e acima o curvo céu.
John Clare (in «Poesia de 26 Séculos» Antologia, tradução, prefáio e notas de Jorge de Sena, Edições ASA, 2001 . (retirado, com a devida vénia, de "Meus Poemas Favoritos II")
Quinchado de santa fé
Oito esteios, pau a pique
Até parece um cacique
Todo emprumado de pé
O legendário sepé
Legítimo rei no trono
Que desde o primeiro entono
Trazia a pátria nos tentos
Anunciando aos quatro ventos
Que esta pátria tinha dono
.
Velho bivaque nativo
Encravado na cochilha
Palanque de curunilha
Do rio grande primitivo
Altar do fogo votivo
Que um dia o guasca acendeu
E aceso permaneceu
Bordado de picumãs
Anunciando aos amanhãs
Que o gaúcho não morreu
.
Não existe nada igual
Em qualquer parte do mundo
Como o vínculo profundo
Do galpão tradicional
Que esse fogão ancestral
Que acalenta e arrebata
Nesta velha casamata
Onde o guasca viu a luz
Galpão que a história traduz
Como oficina de pátria
.
Foi aqui que se fundiu
Aqueles velhos modelos
Que serviram de sinuelos
Da pátria que constituíram
Da pátria que construíram
Que a isso se propuseram
E nunca se detiveram
Porque nunca se detinham
Pra perguntar de onde vinham
Nem tampouco quantos eram
.
Foi aqui que descansaram
Depois das lides guerreiras
Os centauros das fronteiras
Que irmanados chimarrearam
E foi daqui que marcharam
Os andejos e os gaudérios
Negros e mulatos sérios
E tapejaras errantes
Gaúchos e bandeirantes
Rasgadores de hemisfério
.
O grande poeta balbino
Marque da rocha escreveu
Que o riograndense cresceu
Dono do próprio destino
Peleando desde menino
Criado longe do pai
E é ele que um dia vai
De boleadeira e de vincha
E trás o brasil na cincha
Pras barrancas do uruguai
.
Esse é o galpão que cultuamos
Esse é o galpão que queremos
Esse é o galpão que erguemos
E o galpão que conservamos
Como dizia rui ramos
Velho tribuno imponente
Um pedaço de presente
E um pedaço de passado
E futuro enraizado
No subsolo da gente
.
Essa legenda, essa história
Essa história, essa legenda
Desta rústica vivenda
Da luta demarcatória
Da luta emancipatória
Da velha pátria comum
Não há preconceito algum
No velho galpão campeiro
Ao pé de cujo braseiro
Sempre há lugar pra mais um
.
Tribunal e refeitório
De maulas e milicianos
De charruas e milicianos
Sem pátria nem território
Hoje és, galpão, repertório
Daquelas charlas fraternas
E das lembranças eternas
Das saudades que ficaram
Dos centauros que matearam
Nos teus cepos de três pernas
.
Porém te resta o encargo
Velho galpão ancestral
Legendária catedral
De pátria e de pampa largo
No ritual de mate amargo
Ainda existe cevadura
És um templo na planura
De paz, amor e carinho
Pra iluminar o caminho
Da grande pátria futura
.
Mas se não houver campo aberto
Lá em cima quando eu me for
Um galpão acolhedor
De santa fé bem coberto
Um pingo pastando perto
Só de pensar me comovo
Eu juro pelo meu povo
Nem todo o céu me segura
Retorno a velha planura
Pra ser gaúcho de novo.
Le temps m'appelle : il faut finir ces vers. A ce penser défaillit mon courage. Je vous salue, ô vallons que je perds ! Ecoutez-moi : c'est mon dernier hommage. Loin, loin d'ici, sur la terre égaré, Je vais traîner une importune vie ; Mais quelque part que j'habite ignoré, Ne craignez point qu'un ami vous oublie. Oui, j'aimerai ce rivage enchanteur, Ces monts déserts qui remplissaient mon coeur Et de silence et de mélancolie ; Surtout ces bois chers à ma rêverie, Où je voyais, de buisson en buisson, Voler sans bruit un couple solitaire, Dont j'entendais, sous l'orme héréditaire, Seul, attendri, la dernière chanson. Simples oiseaux, retiendrez-vous la mienne ? Parmi ces bois, ah ! qu'il vous en souvienne. En te quittant je chante tes attraits, Bord adoré ! De ton maître fidèle Si les talents égalaient les regrets, Ces derniers vers n'auraient point de modèle. Mais aux pinceaux de la nature épris, La gloire échappe et n'en est point le prix. Ma muse est simple, et rougissante et nue ; Je dois mourir ainsi que l'humble fleur Qui passe à l'ombre, et seulement connue De ces ruisseaux qui faisaient son bonheur.
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"Todos os meus dias são um Adeus."
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*"O escritor original não é aquele que não imita ninguém , mas sim aquele que ninguém pode imitar."
*"Dá-se importância aos antepassados quando já não temos nenhum."
*"Não somos nada, sem felicidade."
*"A verdadeira felicidade custa pouco; sendo cara, é porque a sua qualidade não presta."
"A memória é muitas vezes a qualidade da estupidez; ela caracteriza geralmente os espíritos pesados, os quais torna ainda mais pesados, mercê da bagagem com que os sobrecarrega."
*"Depois da liberdade desaparecer, resta um país, mas já não há pátria."
*"O perigo desaparece quando ousamos enfrentá-lo."
*"Os espíritos de primeira ordem, que produzem as revoluções, desaparecem; os espíritos de segunda ordem, que tiram proveito delas, permanecem."
"Os momentos de crise suscitam um redobrar de vida nos homens.".* - (retirados, com a devida vénia, de "Citador")
Más vale trocar placer por dolores que estar sin amores. donde es agradecido es dulce morir; vivir en olvido aquel no es vivir; mejor es sufrir pasión y dolores que estar sin amores. Es vida perdida vivir sin amar; y más es que vida saberla emular; mejor es penar sufriendo dolores que estar sin amores. La muerte es vitoria do vive afición; que espere haber gloria quien sufre pasión: más vale prisión de tales dolores que estar sin amores. el que es muy penado más goza de amor; que el mucho cuidado le quita el temor; así que es mejor amar con dolores que estar sin amores. No teme tormento quien ama con fe, si su pensamiento sin causa no fue; habiendo por qué, más valen dolores que estar sin amores. Amor que no pena no pida placer, pues ya le condena su poco querer: mejor es perder placer por dolores que estar sin amores.
(retirado, com a devida vénia, de "Rincón Castellano"