.
.
Não foi menino de coro,
Nunca aprendi a rezar;
Mas apreendi este choro
que a vida me soube dar.
Esta mágoa na garganta,
Com que canto os meus refezes;
Diz o povo que quem canta
Reza sempre duas vezes.
Cada verso, uma oração,
Um Padre Nosso rezado;
E na minha confissão
Vão as rimas do meu fado
Nunca apreendi a rezar,
A erguer as mãos aos ceus;
Mas eu sinto que ao cantar
Estou a conversar com Deus.
Nunca aprendi a rezar;
Mas apreendi este choro
que a vida me soube dar.
Esta mágoa na garganta,
Com que canto os meus refezes;
Diz o povo que quem canta
Reza sempre duas vezes.
Cada verso, uma oração,
Um Padre Nosso rezado;
E na minha confissão
Vão as rimas do meu fado
Nunca apreendi a rezar,
A erguer as mãos aos ceus;
Mas eu sinto que ao cantar
Estou a conversar com Deus.
Sem comentários:
Enviar um comentário