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Morte sem Fim (trechos)
A CASA DO SILÊNCIO
Ergue-se numa dobra da montanha,
Com o capuz de telhas carcomido.
E parece tão dócil
que se comove com o ruído
de uma árvore vizinha, onde sonha
o amoroso conclave de um ninho.
Ninguém talvez a tenha habitado
Nem querido,
e lá nunca vivessem homens;
mas o seu lento coração palpita
com profundo pulsar de resignado
quando o rumor a fere
e sangra pelo trêmulo costado.
Imagino, na casa do silêncio,
um pátio luminoso, decorado
pela erva que rói os canais
e um muro despintado
ao cair das chuvas torrenciais.
A CASA DO SILÊNCIO
Ergue-se numa dobra da montanha,
Com o capuz de telhas carcomido.
E parece tão dócil
que se comove com o ruído
de uma árvore vizinha, onde sonha
o amoroso conclave de um ninho.
Ninguém talvez a tenha habitado
Nem querido,
e lá nunca vivessem homens;
mas o seu lento coração palpita
com profundo pulsar de resignado
quando o rumor a fere
e sangra pelo trêmulo costado.
Imagino, na casa do silêncio,
um pátio luminoso, decorado
pela erva que rói os canais
e um muro despintado
ao cair das chuvas torrenciais.
E nas noites azuis,
penso-a conturbada se pressente
um balbucio de luz nos escabelos,
e ouço-a verter com um ruído
quase imperceptível já, contido,
seu choro paternal de três mil anos.
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