Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire. O que agradece que na terra haja música. O que descobre com prazer uma etimologia. Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez. O ceramista que premedita uma cor e uma forma. O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade. Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto. O que acarinha um animal adormecido. O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram. O que agradece que na terra haja Stevenson. O que prefere que os outros tenham razão. Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo.
N'écris pas. Je suis triste, et je voudrais m'éteindre. Les beaux étés sans
toi, c'est la nuit sans flambeau. J'ai refermé mes bras qui ne peuvent
t'atteindre, Et frapper à mon coeur, c'est frapper au tombeau. N'écris pas
!
N'écris pas. N'apprenons qu'à mourir à nous-mêmes. Ne demande qu'à
Dieu... qu'à toi, si je t'aimais ! Au fond de ton absence écouter que tu
m'aimes, C'est entendre le ciel sans y monter jamais. N'écris pas
!
N'écris pas. Je te crains ; j'ai peur de ma mémoire ; Elle a gardé
ta voix qui m'appelle souvent. Ne montre pas l'eau vive à qui ne peut la
boire. Une chère écriture est un portrait vivant. N'écris pas
!
N'écris pas ces doux mots que je n'ose plus lire : Il semble que ta
voix les répand sur mon coeur ; Que je les vois brûler à travers ton sourire
; Il semble qu'un baiser les empreint sur mon coeur. N'écris pas !
Verde que te quero verde. Verde vento. Verdes ramas. O barco vai sobre o
mar e o cavalo na montanha. Com a sombra pela cintura ela sonha na
varanda, verde carne, tranças verdes, com olhos de fria prata. Verde
que te quero verde. Por sob a lua gitana, as coisas estão mirando-a e
ela não pode mirá-las.
Verde que te quero verde. Grandes estrelas de
escarcha nascem com o peixe de sombra que rasga o caminho da alva. A
figueira raspa o vento a lixá-lo com as ramas, e o monte, gato
selvagem, eriça as piteiras ásperas.
Mas quem virá? E por
onde?... Ela fica na varanda, verde carne, tranças verdes, ela sonha na
água amarga. — Compadre, dou meu cavalo em troca de sua casa, o arreio
por seu espelho, a faca por sua manta. Compadre, venho sangrando desde
as passagens de Cabra. — Se pudesse, meu mocinho, esse negócio eu
fechava. No entanto eu já não sou eu, nem a casa é minha casa. —
Compadre, quero morrer com decência, em minha cama. De ferro, se for
possível, e com lençóis de cambraia. Não vês que enorme ferida vai de
meu peito à garganta? — Trezentas rosas morenas traz tua camisa
branca. Ressuma teu sangue e cheira em redor de tua faixa. No entanto
eu já não sou eu, nem a casa é minha casa. — Que eu possa subir ao
menos até às altas varandas. Que eu possa subir! que o possa até às
verdes varandas. As balaustradas da lua por onde retumba a água.
Já
sobem os dois compadres até às altas varandas. Deixando um rastro de
sangue. Deixando um rastro de lágrimas. Tremiam pelos telhados pequenos
faróis de lata. Mil pandeiros de cristal feriam a madrugada.
Verde
que te quero verde, verde vento, verdes ramas. Os dois compadres
subiram. O vasto vento deixava na boca um gosto esquisito de menta, fel
e alfavaca. — Que é dela, compadre, dize-me que é de tua filha
amarga? — Quantas vezes te esperou! Quantas vezes te esperara, rosto
fresco, negras tranças, aqui na verde varanda!
Sobre a face da
cisterna balançava-se a gitana. Verde carne, tranças verdes, com olhos
de fria prata. Ponta gelada de lua sustenta-a por cima da água. A noite
se fez tão íntima como uma pequena praça. Lá fora, à porta,
golpeando, guardas-civis na cachaça. Verde que te quero verde. Verde
vento. Verdes ramas. O barco vai sobre o mar. E o cavalo na montanha.
Era uma vez um capitão português chamado Bartolomeu que venceu um gigante enorme e antigo. Bartolomeu, em menino pequenino, ia para o pé do mar...
e ficava a olhar o mar... E Bartolomeu cismava... Ó que lindo, ó que lindo, o mar, e a sua voz profunda e bela! Uma nuvem no céu, era uma caravela que novos céus andava descobrindo...
Ó que lindo, os navios, que vão suspensos entre a água e o céu, com velas brancas e mastros esguios, e com bandeiras de todas as cores! Bartolomeu cismava porque ouvia tudo o que o mar contava e lhe dizia.
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Estou vivo e escrevo sol - António Ramos Rosa :
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Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em fios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol
Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol
A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida
Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maraviha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde
Em outro corpo vai meu amor por esta rua,
sinto seus passos embaixo da chuva,
caminhando, sonhando, como em mim já faz tempo…
Há ecos de minha voz em seus sussurros
posso reconhecê-los.
Tem agora uma idade que era a minha,
uma lâmpada que se acende ao nos encontrarmos.
Meu amor que se embeleza com o mar das horas,
meu amor no terraço de um café
com um hibisco branco entre as mãos,
vestida à antiga do novo milênio.
Meu amor que seguirá quando me for,
com outro riso e outros olhos,
como uma chama que deu um salto entre duas velas
e ficou iluminando o azul da Terra.
. (Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)
Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla... em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indeflectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro,
não vou deixar
ninguém ver-te.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky para cima dele
e inalo fumo de cigarros
e as putas e os empregados de bar
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele se encontra
lá dentro.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica escondido,
queres arruinar-me?
queres foder-me o
meu trabalho?
queres arruinar
as minhas vendas de livros
na Europa?
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.
digo-lhe, eu sei que estás aí,
por isso
não estejas triste.
depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é bom o suficiente
para fazer um homem chorar,
mas eu não choro,
e tu?
Quando chega domingo, faço tenção de todas as coisas mais belas que um homem pode fazer na vida.
Há quem vá para o pé das águas deitar-se na areia e não pensar… E há os que vão para o campo cheios de grandes sentimentos bucólicos porque leram, de véspera, no boletim do jornal: «Bom tempo para amanhã»… Mas uma maioria sai para as ruas pedindo, pois nesse dia aqueles que passeiam com a mulher e os filhos são mais generosos.
Um rapaz que era pintor não disse nada a ninguém e escolheu o domingo para se matar. Ainda hoje a família e os amigos andam pensando porque seria. Só não relacionam que se matou num domingo!
Mariazinha Santos (aquela que um dia se quis entregar, que era o que a família desejava, para que o seu futuro ficasse resolvido), Mariazinha Santos quando chega domingo, vai com uma amiga para o cinema. Deixa que lhe apalpem as coxas e abafa os suspiros mordendo um lencinho que sua mãe lhe bordou, quando ela era ainda muito menina…
Para eu contar isto é que conheço todas as horas que fazem um dia de domingo! À hora negra das noites frias e longas sei duma hora numa escada onde uma velha põe sua neta e vem sorrir aos homens que passam! E a costureirinha mais honesta que eu namorei vendeu a virgindade num domingo — porque é o dia em que estão fechadas as casas de penhores!
Há mais amargura nisto que em toda a História das Guerras.
Partindo deste principio, que os economistas desconhecem ou fingem desconhecer, eu podia destruir esta civilização capitalista, que inventou o domingo. E esta era uma das coisas mais belas que um homem podia fazer na vida!
Então, todas as raparigas amariam no tempo próprio e tudo seria natural sem mendigos nas ruas nem casas de penhores…
Penso isto, e vou a grandes passadas… E um domingo parei numa praça e pus-me a gritar o que sentia. mas todos acharam estranhos os meus modos e estranha a minha voz… Mariazinha Santos foi para o cinema e outras menearam as ancas — ao sol como num ritual consagrado a um deus! — até chegar o homem bem-amado entre todos com uma nota de cem na mão estendida…
Venha a miséria maior que todas secar o último restolho de moral que em mim resta; e eu fique rude como o deserto e agreste como o recorte das altas serras; venha a ânsia do peito para os braços!
E vou a grandes passadas como um louco maior que a sua loucura… O rapaz que era pintor aconchegou-se sobre a linha férrea para que a morte o desfigurasse e o seu corpo anónimo fosse uma bandeira trágica de revolta contra o mundo. Mas como o rosto lhe estava intacto vai a família ao necrotério e ficou aterrada! Conheci-o numa noite de bebedeira e acho tudo aquilo natural.
A costureirinha que eu namorei deixava-se ir para as ruas escuras sem nenhum receio. Uma vez que chovia até entrámos numa escada. Somente sequer um beijo trocámos… E isto porque no momento próprio olhava para mim com um propósito tão sereno que eu, que dela só desejava o corpo bem feito me punha a observar o outro aspecto do seu rosto, que era aquela serenidade de pessoa que tem a vida cheia e inteira. No entanto, ela nunca pôs obstáculo que nesse instante as minhas mãos segurassem as suas. Hoje encontramo-nos aí pelos cafés… (ela está sempre com sujeitos decentes) e quando nos fitamos nos olhos. bem lá no fundo dos olhos, eu que sou homem nascido para fazer as coisas mais heróicas da vida viro a cabeça para o lado e digo: — rapaz, traz-me um café…
O meu amigo, que era pintor, contou-me numa noite de bebedeira: — Olha, quando chega domingo, não há nada melhor que ir para o futebol… E como os olhos se me enevoassem de água, continuou com uma voz que deve ser igual à que se ouve nos sonhos: — …. no entanto, conheço um homem que ia para a beira do rio e passava um dia inteirinho de domingo segurando uma cana donde caia um fio para a água… … um dia pescou um peixe, e nunca mais lá voltou…
O pior é pensar: que hei-de fazer hoje, que toda a gente anda alegre como se fosse uma festa?… O rapaz que era pintor sabia uma ciência rara, tão rara e certa e maravilhosa que deslumbrado se matou.
Pago o café e saio a grandes passadas. Hoje e depois e todos os dias que vierem, amo a vida mais e mais que aqueles que sabem que vão morrer amanhã!
Mariazinha Santos, que vá para o cinema morder o lencinho que sua mãe lhe bordou… E os senhores serenos, acompanhados da mulher e dos filhos, que parem ao sol e joguem um tostão na mão dos pedintes… E a menina das horas longas e frias continue pela mão de sua avó… E tu, que só andas com cavalheiros decentes, ó costureirinha honesta que eu namorei um dia, fita-me bem no fundo dos olhos, fita-me bem no fundo dos olhos!
Então, virá a miséria maior que todas secar o último restolho de moral que em mim resta; e eu ficarei rude como o deserto e agreste como o recorte das altas serras: e virá a ânsia do peito para os braços!
Domingo que vem, eu vou fazer as coisas mais belas que um homem pode fazer na vida!
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Creo que una brizna de yerba no es menos
que el camino que recorren las
estrellas.
Y que la hormiga es perfecta.
Y que también lo son el grano de
arena
y el huevo del zorzal.
Y que la rana es una obra maestra, digna de
las más altas.
Y que la zarzamora podría adornar los salones del cielo.
Y
que la menor articulación de mi mano
puede humillar a todas las
máquinas.
Y que una vaca, paciendo con la cabeza baja,
supera a todas las
estatuas.
Y que un ratón, es un milagro
capaz de asombrar a millones de
incrédulos.
Este es un canto de amor y respeto
a la más grande de
todas las maravillas, que es la vida humana.
Y yo también lo creo.
"Quando a escura floresta caiu perante mim E todas a trilhas ficaram
cobertas Quando os padres do orgulho disseram que não havia outro
caminho Cultivei mágoas de pedra
Eu não acreditava porque não podia
ver Embora tu vieste a mim pela noite Quando o amanhecer pareceu perdido
para sempre Mostraste-me o teu amor na luz das estrelas
Lance seus
olhos ao oceano Lance sua alma ao mar Quando a noite escura parecer
infinita Por favor, lembre-se de mim
Então a montanha se elevou diante
de mim Pelo profundo poço dos desejos Da fonte do perdão Além do gelo e
do fogo
Lance seus olhos ao oceano Lance sua alma ao mar Quando a
noite escura parecer infinita Por favor, lembre-se de mim
Embora
partilhemos deste humilde caminho, sozinhos Como é frágil o coração Oh, dê
a estes pés de barro - asas para voar Para tocar a face das
estrelas
Sopre vida dentro deste fraco coração Suspenda este véu
mortal de medo Leve estas esperanças despedaçadas, marcadas com
lágrimas Nos ergueremos sobre estas preocupações mundanas
Lance seus
olhos ao oceano Lance sua alma ao mar Quando a noite escura parecer
infinita Por favor, lembre-se de mim Por favor, Lembre-se de mim...
Es insensato lamentarse, Aunque estemos condenados a partir: Lo único sensato es recibir El recuerdo de alguien en el corazón:
Se puede habitar en los pensamientos Que nosotros mismos hemos cultivado, Y rugir con desprecio y coraje ultrajado Que el mundo haga su peor parte.
No dejaremos que sus locuras nos atribulen, Como de quien viene los tomaremos; Y al final de cada día encontraremos Una risa alegre como hogar.
Cuando dejemos a cada amigo y hermano, Cuando lejos estemos separados, Pensaremos uno en el otro, Incluso mejor de lo que fuimos.
Cada vista gloriosa encima de nosotros, Cada vista agradable debajo, Nos uniremos con los que nos han dejado, Con quienes, incluso en la muerte, todavía amamos.
Al ocaso, cuando nos sentemos en soledad cerca del fuego, El corazón cálido y sincero Recibirá el mismo pago.
Podemos quemar las obligaciones que nos encadenan, Urdidas por frías manos humanas, Allí donde nadie se atreve a desafiarnos Podemos, en el pensamiento, encontrarnos.
Por eso el llanto es insensato, Sostén como puedas un espíritu alegre; Y nunca dudes que el Destino ofrece Un futuro grato por el dolor presente.
Ir-me-ei embora. E ficarão os pássaros Cantando. E ficará o meu jardim com sua árvore verde E o seu poço branco.
Todas as tardes o céu será azul e plácido, E tocarão, como esta tarde estão tocando, Os sinos do campanário.
Morrerão os que me amaram E a aldeia se renovará todos os anos. E longe do bulício distinto, surdo, raro Do domingo acabado, Da diligência das cinco, das sestas do banho, No recanto secreto de meu jardim florido e caiado Meu espírito de hoje errará nostálgico… E ir-me-ei embora, e serei outro, sem lar, sem árvore Verde, sem poço branco, Sem céu azul e plácido… E os pássaros ficarão cantando.
. Death,
that struck when I was most confiding - Emily Bronte : .
.
Morte
Morte! Que me feriste quando eu estava confiante Na minha fé cega da alegria de ser - Atacas novamente e cortas do Tempo os ramos ressecados A partir da raiz fresca da eternidade!
Folhas, no ramo do Tempo cresciam intensamente, Cheias de seiva, cheias de orvalho de prata; Pássaros sob o seu abrigo noturno se reuniam; De dia as abelhas selvagens rodeavam suas flores.
A tristeza passou e arrancou a flor de ouro; Depois a culpa tirou o orgulho da folhagem; Mas o Pai generoso que lhe tinham dado nascimento, Fluiu para sempre a vida restaurada.
Pouco chorei pela alegria desaparecida, Sobre o ninho morto o silencio era a canção - A esperança estava lá e riu da tristeza, Sussurrando: “O inverno não vai demorar”!
E eis! Com enorme bênção, A primavera mutiplicou os seus favores; O vento, a chuva, o calor ardente, acariciavam, Derramando glória naquele dois de Maio!
No alto a morte alada não pode tocar;
O pecado fugiu diante do brilho de seus raios; O amor, sua vida, tinham poder para mantê-lo Do erro, de cada praga, porém tuas!
Cruel morte! As folhas jovens estão enfraquecidas;
O ar da noite ainda pode restaurá-las - Não! O sol da manhã zomba da minha angústia - O Tempo para mim não deve mais florescer!
Golpeá-la para para baixo, que outros ramos poderão florescer
Onde pereceu o broto usado para ser; Ao menos, este corpo vai na poeira nutrir Isso de onde surgiu – Eternity.
I find the greatest freedom in the stricture of a
form that paradoxes abnormality within a norm.
The Sword of Damocles
hanging over all of us. In view of that what subject can we sensibly
discuss.
My credo may be this, that ere my dirth of days is
passed, I´ll strive to live each one as if it were my first and
last.
You pity me in exile? Well, then pity if you must, but live -
before your dear identity is lost in dust.
Carnivores who lived on
Herbivores who lived on plants, were all consumed by Omnivores who walked
around in pants.
He who didn´t know who didn´t know he didnt
know, became the he who didn´t know who knew he didn´t know, and he became
the he who knew who didn´t know he knew, who finally became the he who knew
who knew he knew.
A glance, a smile, a chance hallo and then - a fond
embrace. The years roll back before my eyes to scenes I can´t
erase.
We grope with eyes wide open t´ward the darkness of
futurity, with faith in outermost instead of innermost security.
The
trombone and the sackbut stare each other down in shame. One sees what he had
been, the other sees what he became.
The Whole declared, "You´ll never
know the sum of all My parts, so stop your foolish figuring, and mend your
broken hearts."
Proof that God exist is in the overtones from one to
nine, besides revealing how the Universe is run.
What I say of science
here, I say without condition, that science is the latest and the greatest
superstition.
The Leaning Tower leaned a little farther south and
said, "I wouldn´t be so famous if I had a level head."
A snow-flake
landed on my hand and said, as if in fear, "I must be on my way, before I
turn into a tear."
Having healthy-wealthy possibility amounts to
nothing, if you do not know that every minute counts.
“Muitas
luas atrás, o dólar valia oitocentas e setenta liras e eu tinha trinta e dois
anos. O globo, também, era mais leve dois bilhões de almas, e o bar da stazione,
aonde eu tinha chegado naquela fria noite de dezembro, estava vazio. De pé,
esperava que a única pessoa que eu conhecia na cidade viesse me encontrar. Ela
estava bastante atrasada.
Todo
viajante conhece essa situação: mistura de cansaço e apreensão. É a hora em que
se olha para os mostradores do relógio e para os quadros de horário, se examina
o mármore varicoso sob seus pés, se inala amônia e esse cheiro sombrio
produzido, nas noites frias de inverno, pelo ferro fundido das locomotivas. Fiz
isso tudo.”
Rende-te, coração. Lutámos tempo de
mais, Que se acabe a minha vida, Não fomos cobardes, Fizemos o que
pudemos. .
Oh! Alma minha, Ou ficas ou vais, Tens de te
decidir, Não me apalpes assim os órgãos, Ora com atenção, ora com
desvario, Ou vais ou ficas, Tens que te decidir. .
Eu, por mim, não
posso mais. . Senhores da Morte Nem vos aplaudi, nem blasfemei contra
vós. Tende piedade de mim, viajante de tantas viagens sem bagagem, Sem
amo, sem riqueza, sem glória, Sois de certeza poderosos e ainda por cima
engraçados, Tende piedade deste homem transtornado que antes de saltar a
barreira já vos grita o seu nome,
Apanhem-no no ar, E, se for
possível, que se adapte aos vossos temperamentos e costumes, Se vos
aprouver ajudá-lo, ajudai-o, peço-vos. . trad. de ernesto sampaio
Parece tão gentil, tão recatada, minha senhora quando alguém saúda, que toda a língua treme e fica muda e olhá-la até seria ideia ousada. Quando ela passa, ouvindo-se louvada, benignamente a humildade a escuda, tal uma cousa que do céu acuda à terra, por milagre revelada. Tal graça ao coração de quem na mira Está pelos olhos uma doçura a pôr que não pode entender quem a não prove; e dos lábios parece que se move um espírito suave e só de amor que vai dizendo à alma assim: Suspira.
Eu acredito em amores eternos, daqueles que acompanham a gente pela vida
inteira, como se tempo e amor se fundissem num só elemento, tornando-se
imutáveis, indestrutíveis.
Eu acredito em amores eternos, daqueles que
vão com você para qualquer lugar, não importando o quão distante você esteja,
por que a pessoa amada reside em seu próprio coração.
Acredito em amores
eternos e sublimes, capazes de reconsiderar tudo, com suavidade, ternura e
perdão.Acredito, sim, em amores para toda a vida, e além da vida, pois seria um
tipo de amor unido à própria alma, e sem alma a vida não tem
razão...
Amores eternos existem sim, e superam qualquer coisa, mesmo
quando ninguém mais acredita neles, eles continuam sempre à espreita, esperando
apenas um olhar, um retorno, uma reconciliação.