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“Muitas
luas atrás, o dólar valia oitocentas e setenta liras e eu tinha trinta e dois
anos. O globo, também, era mais leve dois bilhões de almas, e o bar da stazione,
aonde eu tinha chegado naquela fria noite de dezembro, estava vazio. De pé,
esperava que a única pessoa que eu conhecia na cidade viesse me encontrar. Ela
estava bastante atrasada.
Todo
viajante conhece essa situação: mistura de cansaço e apreensão. É a hora em que
se olha para os mostradores do relógio e para os quadros de horário, se examina
o mármore varicoso sob seus pés, se inala amônia e esse cheiro sombrio
produzido, nas noites frias de inverno, pelo ferro fundido das locomotivas. Fiz
isso tudo.”
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