sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Camilo Pessanha

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Água morrente - Camilo Pessanha :
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Meus olhos apagados,
Vede a água cair.
Das beiras dos telhados,
Cair, sempre cair.

Das beiras dos telhados,
Cair, quase morrer...
Meus olhos apagados,
E cansados de ver.

Meus olhos, afogai-vos
Na vã tristeza ambiente.
Caí e derramai-vos
Como a água morrente.

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