sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Academia da Ajuda 1

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1ª Fase :
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Ao editar, todas as noites, as Efemérides dos respectivos dias, deparo-me frequentemente com uma falta de informação confrangedora (tanto na Wikipedia, como no Youtube, etc.) sobre grandes Vultos da nossa História e Artes (por vezes, é mais fácil obtê-la em espanhol ou "brasileirês", o que constitui uma vergonha para todos nós).
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Esta Academia poderia colmatar essas falhas, através dos seus meios-técnicos, funcionários, corpo-docente e alunos : Seria um projecto transversal, em que todas as disciplinas poderiam contribuir para um bom resultado final :
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- História(s) - compilação de datas, acontecimentos, etc., relacionados com Personalidades-históricas.
- Artes - compilação de dados sobre a vida e obra, de Celebridades-artísticas.
- Línguas - traduções de poemas, pensamentos, letras-de-canções, etc. de Artistas-estrangeiros.
- Artes-visuais - escolha do grafismo a utilizar nas Apresentações.
- Arte-de-representar - representações que reproduzam cenas da vida e obra, dos Vultos a homenagear.
- Musica - escolha das musicas mais apropriadas para as bandas-sonoras das Apresentações.
- Informática - criação em p.p.s., e inserção na Net, das Apresentações.
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- Porque não sou demasiadamente especializado em nada, para que possa saber um pouco de tudo, talvez seja a pessoa indicada para, através desse conhecimento-multidisciplinar e de experiência de coordenação, servir de "elo-de-ligação" entre as diversas Disciplinas, envolvidas em cada trabalho, com vista à obtenção atempada, de resultados finais satisfatórios :
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(Os meus principais critérios de seleção, são a Beleza e a Qualidade; só se não existir mais nenhuma alternativa, é que edito algo que não contemple estes
dois factores; Quando, nas minhas pesquisas, deparo com algo produzido pela "One-true media", basta-me ver aquele círculo verde-ervilha, para confiar que se trata de um produto recomendável. Eram esses critérios que gostaria de ver incorporados em todas as nossas Apresentações : que, quando alguém abrisse um vídeo e visse o símbolo da nossa Academia, logo interiorizasse que se tratava de algo que merecia a pena ser visionado (mesmo que demorasse um pouco mais que o habitual) .
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Dado que, em todas as Apresentações, para além do símbolo da Academia-da-Ajuda (o que constituiria, desde logo, um prestígio para esta Escola, seus funcionários e respectiva Junta-de-Freguesia), seriam mencionados - nos créditos finais- os nomes de todos os Alunos e Professores envolvidos naquele projecto, tal constituiria um incentivo para :
- os Alunos, por verem aplicados, de uma forma pratica e util à Sociedade, os ensinamentos recebidos.
- os Professores, por verem  "       "    "       "         "      "   "   "        "       ,  "            "          ministrados (e reforçarem os seus curriculuns).
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OBS. - Conheço uma pessoa de idade avançada, residente há muitos anos nesta Freguesia (e que até já foi Presidente de uma das nossas Colectividades) que tem reunido um espólio (em documentos e fotos antigas), não só sobre o historial de todas as Colectividades sediadas na Ajuda, como sobre o Convento que deu lugar ao Hospital-Militar, sobre a Câmara de Belém, o Palácio Real, a carreira de eléctricos 18, etc. etc.; Se a Junta se disponibilizasse para digitalizar todo esse espólio (que, de outra forma, poderá perder-se para sempre), já ficaríamos com uma base para bastantes Apresentações.
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Manuel Oliveira

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Bruno Tolentino

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Bruno Tolentino :

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"Noturno" :


Não sou o que te quer. Sou o que desce
a ti, veia por veia, e se derrama
à cata de si mesmo e do que é chama
e em cinza se reúne e se arrefece.


Anoitece contigo. E me anoitece
o lume do que é findo e me reclama.
Abro as mãos no obscuro. Toco a trama
que lacuna a lacuna amor se tece.


Repousa em ti o espanto que em mim dói,
noturno. E te revolvo. E estás pousada,
pomba de pura sombra que me rói.


E mordo teu silêncio corrosivo,
chupo o que flui, amor, sei que estou vivo
e sou teu salto em mim, suspenso em nada.
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(retirado, com a devida vénia, de "Ygor Raduy")

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Kurt Schwitters

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Kurt Schwitters :

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A ANA FLOR :
Ó tu, bem-amada dos meus vinte e sete sentidos, amo-te!
Tu teu tu a ti eu a ti tu a mim-Nós?
Isso (diga-se de passagem) não é daqui.
Quem és tu, inumerável fémea? Tu és – és tu? –
Há quem diga que deves ser – deixa-os dizer, os que não sabem
como o campanário está de pé.
Trazes um chapéu nos teus pés e andas com as
mãos, com as mãos é que tu andas.
Olá roupas vermelhas e tuas, justas em pregas brancas. Vermelha
te amo, Ana Flor, vermelha a ti amo – tu teu tu a ti eu a ti tu a mim –
Nós?
Isto (diga-se de passagem) pertence ao fogo frio.
Vermelha flor, vermelha Ana Flor, que diz a gente?
Tema de concurso:          1. Ana Flor tem um passarinho.
2. Ana Flor é vermelha.
3. De que cor é o passarinho?
Azul é a cor do teu cabelo louro.
Vermelho é o arrulho do teu pássaro verde.
Tu, simples rapariga com o vestido de todos os dias, tu querida verde
criatura, amo-te – tu teu tu a ti eu a ti tu a mim –
Nós?
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(retirado, com a devida vénia, de "vicio da poesia")

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - António Cândido Franco

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António Cândido Franco :



17

Esforço-me por arrumar os pensamentos.

Antes não havia pássaros.
Era eu o pássaro.
Cantava 
mas sem o saber.

Agora há pássaros.
Um pássaro sacudiu o corpo.
Acabei de o ver.
E acabei de por duas vezes
o ouvir cantar.
ainda o vejo e escuto
mas ele
prisioneiro do sia e da luz
não me vê. 

Esse pássaro
está dentro da sua manhã de Primavera.
É um pássaro 
tão alegre para mim
como tão triste é para ele.
Está tão livre e tão preso
como outrora eu estive
na minha infância
antes de nascer
quando cantava e não me ouvia
quando era mas não me via. 

E foi preciso perder a minha infância
afastar-me tanto de casa
para que houvesse um pássaro à minha volta.

Quem é mais 
ele ou eu?
Aquele que para nascer deixou de ser
ou aquele que continuou a ser para não ser?
Aquele que nem ser sabe
ou aquele que canta sem saber?

Quem devo escolher
aquele que alegria dá mais triste
ou o que tristeza dando conhece a alegria?

O que houve no haver sem ter havido
foi o que foi só feliz ou o que foi triste?
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(retirado, com a devida vénia, de "tulisses")

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Ivan Vazov

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Ivan Vazov :

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A Baía de Nápoles :

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Mar de Nápoles, você é maravilhoso à noite
Com o cachecol de Zéfiro desenrolado,
Quando o seu azul, águas cristalinas de luz
Impregnam a lua com ouro.
Como amo flutuar em uma noite encantadora
Pelas suas ondas adormecidas,
E de um pequeno barco observar o Vesúvio
Esfumaçado no tecido celestial,
Ou ver Nápoles adormecer sob suas carícias,
Ou olhar para o Fórum sem vida de Pompéia,
E trocar beijos ruidosos com ninfas
De braços dados com a sua doce indecência.
(retirado, com a devida vénia, de "Minhas Poesias Preferidas")

domingo, 8 de setembro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Murilo Mendes

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Metade Pássaro - Murilo Mendes :

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Metade pássaro :

A mulher do fim do mundo
Dá de comer às roseiras,
Dá de beber às estátuas,
Dá de sonhar aos poetas.
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A mulher do fim do mundo
Chama a luz com assobio,
Faz a virgem virar pedra,
Cura a tempestade,
Desvia o curso dos sonhos,
Escreve cartas aos rios,
Me puxa do sono eterno
Para os seus braços que cantam.
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(retirado,  com a devida vénia, de "Horizonte")

sábado, 7 de setembro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Mark Doty

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Mark Doty  :

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A Display Of Mackeral :

They lie in parallel rows,
on ice, head to tail,
each a foot of luminosity
barred with black bands,
which divide the scales'
radiant sections

like seams of lead
in a Tiffany window.
Iridescent, watery

prismatics: think abalone,
the wildly rainbowed
mirror of a soap-bubble sphere,

think sun on gasoline.
Splendor, and splendor,
and not a one in any way

distinguished from the other
--nothing about them
of individuality. Instead

they're all exact expressions
of the one soul,
each a perfect fulfillment

of heaven's template,
mackerel essence. As if,
after a lifetime arriving

at this enameling, the jeweler's
made uncountable examples
each as intricate

in its oily fabulation
as the one before;
a cosmos of champleve.

Suppose we could iridesce,
like these, and lose ourselves
entirely in the universe

of shimmer--would you want
to be yourself only,
unduplicatable, doomed

to be lost? They'd prefer,
plainly, to be flashing participants,
multitudinous. Even on ice

they seem to be bolting
forward, heedless of stasis.
They don't care they're dead

and nearly frozen,
just as, presumably,
they didn't care that they were living:

all, all for all,
the rainbowed school
and its acres of brilliant classrooms,

in which no verb is singular,
or every one is. How happy they seem,
even on ice, to be together, selfless,

which is the price of gleaming.

Submitted by southerndeb
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(retirado, com a devida vénia, de "poemHunter.com")