terça-feira, 22 de maio de 2012

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - MÁRIO DE SÁ CARNEIRO

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Fim -  MÁRIO DE SÁ CARNEIRO :
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Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

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