Paul Valéry :
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A
ADORMECIDAAlma por doce máscara aspirando a flor?
De que alimentos vãos teu cândido calor
Gera essa irradiação: mulher adormecida?
Tu triunfas, ó paz mais potente que um pranto,
Quando de um pleno sono a onda grave e estendida
Conspira sobre o seio de tal inimiga
De tais dons cumulou-se esse temível sono,
Corça languidamente longa além do laço,
Tua forma ao ventre puro, que veste um fluido braço,
Vela, Tua forma vela, e meus olhos: abertos.
(tradução: Augusto de Campos)
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