quarta-feira, 12 de junho de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Rabindranath Tagore

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Rabindranath Tagore :

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Amor Eterno
 

   
    Te amei de tantas maneiras e de tantas formas...
    de vida em vida, de época em época, sempre...
    Meu coração enfeitiçado fez uma e outras vezes
    um colar de canções que tomas-te como um presente
    e usaste em torno de teu pescoço, do teu jeito
    e de tantas formas....
    de vida em vida, de época em época, sempre...


    Onde quer que escute as velhas histórias de amor,
    sua antiga dor e esse velho conto de estar juntos ou separados,
    me detenho e uma vez ou outra, olho o passado
    e ao final de tudo, emerge você,
    revestida com a luz de uma estrela polar
    trespassando a escuridão do tempo,
    e deste modo te convertes em uma imagem
    que recordarei para sempre.

    Tu e eu flutuamos ali, na corrente que flui
    de um coração cheio de amor, um pelo outro.
    Jogamos o amor ao lado de milhões de amantes,
    compartilhamos a tímida doçura do primeiro encontro,
    as mesmas lágrimas de angustia em cada despedida.
    O velho amor...que se renova uma ou outra vez,
    Sempre...

    Hoje este amor está a teus pés, encontrou sua morada em ti.
    Esse amor, o amor cotidiano de todos os homens,
    o amor do passado, o amor de sempre...
    o regozijo  universal, a dor universal, a mesma vida,
    a memória de todos amores,
    as canções de todos os poetas do passado e de sempre
    se fundem neste  Amor que é o nosso.
   
    Rabindranath Tagore
    de "Amor Eterno"
    Poeta Indú 1861-1941
    Prémio Nobel de Literatura

    Tradução:Joe'A
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(extraído, com a devida vénia, do blog "vidasempoesia")

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