Acredita no Teu Próprio Pensamento :Acredita no teu próprio pensamento; crer que o que é certo para ti, no teu coração, o é também para todos os homens - isso é o génio. Expressa a tua convicção latente e ela será o juízo universal; pois sempre o mais íntimo se converte no mais externo, e o nosso primeiro pensamento é-nos devolvido pelas trombetas do Juízo Final. A voz da mente é familiar a cada um; o maior mérito que atribuímos a Moisés, Platão e Milton é o de terem reduzido a nada livros e tradições, e dito o que pensavam eles próprios, não o que pensavam os homens. Um homem deveria aprender a distinguir e contemplar esse raio de luz que brilha através da sua mente, vindo do interior, melhor do que o brilho do firmamento de bardos e sábios. E, no entanto, expulsa o seu pensamento, sem lhe dar importância, apenas porque é o seu.
Em toda a obra de génio, reconhecemos os nossos próprios pensamentos rejeitados; são-nos devolvidos com uma certa majestade alienada. As grandes obras de arte não nos oferecem lição mais impressionante do que essa. Elas ensinam-nos a aceitar, com bem humorada inflexibilidade, as nossas impressões espontâneas, especialmente quando todo o clamor das vozes esteja do lado oposto. Senão, um estranho dirá amanhã, com magistral bom senso, precisamente aquilo que pensamos e sentimos todo o tempo, e seremos forçados a receber de outrem, envergonhados, a nossa própria opinião.(retirado, com a devida vénia, de "Citador")
La noche es mi reino, y en la noche las almas, al sumergirse en el profundo mar del sueño, entre sus sombras, exploran la verdad de su vida, como los submarinos al sumergirse bajo las aguas turbulentas observan más seguros la ruta de los barcos sobre ellas navegantes. Y en este reino de la noche, poblado de almas en letargo, soy el Ladrón de los Sueños, minador de luz, captador de verdades, tesoros que los hombres, más cobardes que avaros, ocultan y guardan hasta de sí mismos, sin pararse a contarlos, sin querer saber sobre ellos, aunque yo los muestre a sus ojos, más cerrados despiertos que dormidos. Como en las noches de la ciudad, de calle en calle va el farolero rasgando la oscuridad con pinchazos de luz, así yo por la ciudad de los sueños rasgo de claridad las almas que, a la luz de sus sueños, pudieran conocerse y saber de sí mismas si al despertar no fuera para ellas caer en sueño más profundo: el de no querer saber nunca la verdad de su vida. Hoy se ha entrado la ciencia por mis dominios con gran aparato investigador; mas, como siempre, antes que los hombres de ciencia supieron los poetas las verdades del misterioso abismo de mi reino. Como los cuerpos, para su descanso, se desnudan de vestiduras al acostarse, también al dormir para soñar se desnudan las almas, y si pudieran así hablar y entenderse unas con otras, nadie se engañaría en la vida. Una mujer y un hombre van a hablarse así ahora, sin saber ellos mismos que hablan ellos, desnudas sus almas en la desnuda verdad de sus deseos. Al despertar lo habrán olvidado todo; volverán al engaño, a la mentira, entre sospechas y traiciones, entre miedos y sombras. Animador de luz, captador de verdades, la noche es mi reino; soy el Ladrón de los Sueños. .
(retirado, com a devida vénia, do blog "Palabra Virtual")
Sutra do Girassol - (tradução de Tomaz Amorim Izabel) :
Eu caminhava às margens da doca de latão onde se descarregavam bananas e
me sentei sob a sombra gigante de uma locomotiva da Southern
Pacific para olhar o pôr-do-sol sobre os
morros de casinhas em forma de caixas e chorar.
Jack Kerouac, companhia, sentou-se do meu lado em uma coluna de ferro arrebentada
e enferrujada, pensamos as mesmas coisas
sobre a alma, desolada e azul e de olhos tristes,
cercada pelas raízes de aço cheias de nós das árvores de
maquinaria.
A água oleosa no rio espelhava o céu vermelho, sol
mergulhado no topo dos últimos picos de São Francisco, sem peixe
naquele rio, sem ermitão naqueles montes, apenas nós
olhos marejados e ressaca como velhos vagabundos
na beira do rio, cansados e astutos.
Olhe o Girassol, ele disse, tinha uma sombra cinza
e morta contra o céu, grande como um homem, sentada
seca sobre uma pilha antiga de serragem -
eu corri encantado – era meu primeiro girassol,
memórias de Blake – minhas visões – o Harlem
e Infernos dos rios do leste, pontes retinindo sanduíches
do Joe Greasy, carrinhos de bebês mortos, pneus
carecas esquecidos e não recauchutados, o
poema da beira do rio, camisinhas e vasos, facas
de aço, nada inoxidável, só a nojeira úmida
e os artefatos afiados se afundando no
passado -
e o Girassol cinza se equilibra contra o pôr-do-sol,
desolação que quebra e poeirenta com a fuligem e a fumaça
e a poluição de locomotivas velhas em seu olho -
corola de espinhos embaçados decaídos e quebrados como
uma coroa espancada, sementes caídas de seu rosto,
boca quase desdentada de ar cheio de sol, raios de sol
obliterados em sua cabeça cabeluda como um arame
teia seca de aranha,
folhas esticadas como braços saindo do tronco, gestos
vindos da raiz de serragem, pedaços quebrados de gesso
caídos de galhos negros, uma mosca negra em seu ouvido,
Profana coisa espancada era você, meu girassol, oh
minha alma, eu te amava tanto então!
O lodo não era lodo de gente, mas morte e locomotivas
humanas,
toda aquele vestido de poeira, aquele véu de pele escurecida
em ferrovias, aquela poluição do rosto, aquelas pálpebras de
miséria negra, aquela mão de fuligem ou falo ou protuberância
artificial de algo mais que sujo – industrial -
moderno – toda aquela civilização manchando sua
louca coroa dourada -
e aqueles pensamentos lacrimejantes de morte e insensíveis
e empoeirados olhos e fins e raízes murchas no fundo, na
pilha natal de areia e serragem, notas de dólar
de borracha, pele de maquinaria, as entranhas e interiores
do carro que chora e tosse, as vazias e solitárias
latas com suas línguas enferrujadas, ai, o que
mais posso eu nomear, as cinzas fumadas de algum
charuto de pinto, as bucetas de carrinhos de mão e
os seios leitosos de carros, cus arrombados de cadeiras
e esfíncteres de dínamos – todos estes
emaranhados em suas raízes mumificadas – e você lá
em pé na minha frente durante o pôr-do-sol, toda a sua glória
em sua forma!
Uma beleza perfeita de um girassol! Uma perfeita, excepcional
e amável existência de girassol! Um doce olho natural
para a nova lua sensual, acordou vivo e excitado
agarrado na sombra do poente nascente mensal
brisa dourada!
Quantas moscas zumbiram inocente ao redor do seu
lodo enquanto você amaldiçoava os céus das
ferrovias e sua alma floral?
Pobre flor morta? quando você se esqueceu de que era uma
flor? quando você olhou para sua pele e
decidiu que você era uma velha locomotiva suja e impotente?
o fantasma de uma locomotiva? o espectro e
a sombra de uma outrora poderosa locomotiva americana?
Você nunca foi locomotiva alguma, Girassol, você foi um
girassol!
E você locomotiva, você é uma locomotiva, não me
esqueça!
Então eu apanhei o espesso esqueleto do girassol e o enfiei
ao meu lado como um cetro,
e profira o sermão à minha alma, à alma de Jack
também e para qualquer que o ouça,
- Nós não somos nossa pele de lodo, nós não somos nossa pavorosa
desolada enferrujada locomotiva sem imagem, nós somos todos
lindos girassóis dourados por dentro, nós somos abençoados
por nossa própria semente e loiros corpos
completos crescendo tornando-se loucos girassóis
formais e negros no pôr-do-sol, espionados por nossos
olhos sob a sombra da louca locomotiva
beira do rio pôr-do-sol São Francisco tarde montanhosa de latão
vendo tudo sentado.
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(retirado, com a devida vénia, do blog "Tradução Literária")
"Eu amo uma mulher que não existe. Mas a vejo sempre, conversamos muito e lhe quero bem. Tem muitas faces, não sei seu nome e, se nome tem. Só sei que quando eu estou triste, ela então existe e de repente vem confortar-me a alma, trazer-me calma e me fazer bem. E a quem me indaga: - Que forma vaga de amar alguém? Eu nada escondo e então respondo como convém: - É meu coração, na solidão, sem ter ninguém."
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(retirado, com a devida vénia, de "Pensador.Info")
Quem um dia plantou os velhos castanheiros, quem um dia bebeu a água a esguichar da fonte, quem um dia dançou no salão enfeitado - foram-se todos, esquecidos e enterrados.
Hoje é a nossa vez: para nós brilha o dia e cantam para nós alegres passarinhos, sentamo-nos à mesa e sob a luz das velas brindamos ao dia que é para nós eterno.
Quando nos formos e estivermos esquecidos, nas árvores altas ainda se há de escutar o gorjeio do melro e o cântico do vento, e lá em baixo entre as pedras o rio a espumar.
No vestíbulo, na hora do grito noturno do pavão, hão de estar aqui outras pessoas: falarão, louvarão a maravilha da hora, embandeirados barcos estarão passando, e o eterno presente há de rir como agora.
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(retirado, com a devida vénia, do blog "Palavra e Melodia")
¡Oh excelso muro, oh torres coronadas De honor, de majestad, de gallardía! ¡Oh gran río, gran rey de Andalucía, De arenas nobles, ya que no doradas!
¡Oh fértil llano, oh sierras levantadas, Que privilegia el cielo y dora el día! ¡Oh siempre glorïosa patria mía, Tanto por plumas cuanto por espadas!
Si entre aquellas rüinas y despojos Que enriquece Genil y Dauro baña Tu memoria no fue alimento mío,
Nunca merezcan mis ausentes ojos Ver tu muro, tus torres y tu río, Tu llano y sierra, ¡oh patria, oh flor de España!
2
De la brevedad engañosa de la vida
Menos solicitó veloz saeta destinada señal, que mordió aguda; agonal carro por la arena muda no coronó con más silencio meta,
que presurosa corre, que secreta, a su fin nuestra edad. A quien lo duda, fiera que sea de razón desnuda, cada Sol repetido es un cometa.
¿Confiésalo Cartago, y tú lo ignoras? Peligro corres, Licio, si porfías en seguir sombras y abrazar engaños.
Mal te perdonarán a ti las horas: las horas que limando están los días, los días que royendo están los años.
3
Inscripción para el sepulcro de Dominico Greco
Esta en forma elegante, oh peregrino, de pórfido luciente dura llave, el pincel niega al mundo más süave, que dio espíritu a leño, vida a lino.
Su nombre, aún de mayor aliento dino que en los clarines de la Fama cabe, el campo ilustra de ese mármol grave: venéralo y prosigue tu camino.
Yace el Griego. Heredó Naturaleza Arte; y el Arte, estudio; Iris, colores; Febo, luces -si no sombras, Morfeo-.
Tanta urna, a pesar de su dureza, lágrimas beba, y cuantos suda olores corteza funeral de árbol sabeo.
4
De un caminante enfermo que se enamoró donde fue hospedado
Descaminado, enfermo, peregrino, en tenebrosa noche, con pie incierto la confusión pisando del desierto, voces en vano dio, pasos sin tino.
Repetido latir, si no vecino, distinto, oyó de can siempre despierto, y en pastoral albergue mal cubierto, piedad halló, si no halló camino.
Salió el Sol, y entre armiños escondida, soñolienta beldad con dulce saña salteó al no bien sano pasajero.
Pagará el hospedaje con la vida; más le valiera errar en la montaña que morir de la suerte que yo muero.
5
Mientras por competir con tu cabello, oro bruñido al sol relumbra en vano; mientras con menosprecio en medio el llano mira tu blanca frente el lilio bello;
mientras a cada labio, por cogello, siguen más ojos que al clavel temprano; y mientras triunfa con desdén lozano del luciente cristal tu gentil cuello;
goza cuello, cabello, labio y frente, antes que lo que fue en tu edad dorada oro, lilio, clavel, cristal luciente,
no sólo en plata o vïola troncada se vuelva, mas tú y ello juntamente en tierra, en humo, en polvo, en sombra, en nada.
“Fui a floresta porque queria viver eternamente E sugar a essência da vida! Eliminar tudo o que não era vida. E não, ao morrer, descobrir que não vivi”
“A maioria dos homens vive em silêncio desespero”.
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"As coisas não mudam; nós é que mudamos".
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"Para cada mil homens dedicados a cortar as folhas do mal, há apenas um atacando as raízes".
Não há no mundo quem amantes visse Que se quisessem como nos queremos; Mas hoje uma questiúncula tivemos Por um caprichosinho, uma tolice.
— Acabemos com isto! ela me disse, E eu respondi-lhe assim: — Pois acabemos! — E fiz o que se faz em tais extremos: Peguei no meu chapéu com fanfarrice,
E, dando um gesto de desdém profundo, Saí cantarolando. Está bem visto Que a forma ali contradizia o fundo.
Ela escreveu. Voltei. Nem Jesus Cristo, Nem minha Mãe, voltando agora ao mundo, Foram capazes de acabar com isto!
And feel her strength through all your veins; Breathe her full odors, taste her mouth, Which laughs away imagined pains; Touch her life's womb, yet know This substance makes your grave also.
Shrink not; your flesh is no more sweet Than flowers which daily blow and die; Nor are your mein and dress so neat, Nor half so pure your lucid eye; And, yet, by flowers and earth I swear You're neat and pure and sweet and fair."
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(retirado, com a devida vénia, do blog "*Pote de Poesias")
Quando o amor morrer dentro de ti, Caminha para o alto onde haja espaço, E com o silêncio outrora pressentido Molda em duas colunas os teus braços. Relembra a confusão dos pensamentos, E neles ateia o fogo adormecido Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido Espalhou generoso aos quatro ventos. Aos que passarem dá-lhes o abrigo E o nocturno calor que se debruça Sobre as faces brilhantes de soluços. E se ninguém vier, ergue o sudário Que mil saudosas lágrimas velaram; Desfralda na tua alma o inventário Do templo onde a vida ora de bruços