quinta-feira, 25 de julho de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Gyula Kosice

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Gyula Kosice :

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O quid (essência) a descoberto :

Antes começava vendo restos de maresia
bastante bem encaminhado
a oferecer-me a economia do infinito
—estou economizando infinito desde muito tarde—
e entre as coisas ostensivas repetia
“hoje o nada está incógnito”.

Mas agora desvio uma virtualidade
que é solidária consigo mesma
um equilíbrio patético
uma história antes mesmo de ser planejada
e não é mais um emissor de vapor e terra
ou mecânica de mar alevantado
nem de duna sutil por agregação do vento
em benefício destilado do oásis

Agora é um aflorar das cordas vocais
como se isso fosse esclarecer o temperamento do enigma
como se deveras agisse em torno do alambique
de profunda e atraente vida perimetral
viandante de espaço perolífero te disparei caladamente
elevei meu protesto aos que batem a asa furiosamente a esmo
e ofereço este diafragma aberto a toda solicitude
a todo cálice que torna a detonar o próximo timão

Como sair invictos se o por quê é uma coerência que desmascara
o caminho do regresso?
Porque o favo de sílaba é menos improvisado
o sopro do transponto mais usual
a técnica destilatória que borbulha e pule a catástrofe
e as lentes de aproximação.

Indagar o de antes e agora é palpar bem às claras
o tição da aurora
atar o mais indesatável
incitar junto à pátina das palmas da mão
ou estalar desta para melhor minha zona de tangência
empurrando sobre as visíveis sendas dos dias ímpares
da suscitação
porque hoje o quid
também força para ficar incógnito
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(retirado, com a devida vénia, do blog "Antonio Miranda")

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