segunda-feira, 12 de maio de 2014

Momento poético

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Alentejo Solidão :
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Alentejo solidão, solidão ai Alentejo
Alentejo solidão, solidão ai Alentejo
Solidão ai Alentejo
Alentejo solidão

Oceano de ondas de oiro
Tinhas um tesoiro perdido
Nos teus ermos escondido
Vim achar o meu tesoiro

Convento de céu aberto
Nos teus claustros me fiz monge
Perdeu-se a terra ao longe
Chegou-se-me o céu mais perto

Padre-nosso de infelizes
Vim coberto de cadeias
Mas estas com que me enleias
Deram-me asas e raízes
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José Régio
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(material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)
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NelitOlivas

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