quarta-feira, 7 de maio de 2014

Momento Poético

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Ruas de Lisboa :

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Ruas da minha cidade 
Veias que o meu sangue abraça
E põe cravos de ansiedade na lapela de quem passa

Ruas da minha cidade
Onde perco o coração
Poema diz a verdade, diz a verdade canção

Ruas da minha cidade
Amanhecendo a firmeza
De uma ponte entre a Saudade e um Abril à portuguesa

Ruas da minha cidade
Onde vingo as minhas asas
O meu nome é Liberdade e moro em todas as casas

Ruas da minha cidade
Praças da minha alegria
Onde antes da claridade era noite todo o dia

Ruas da minha cidade
Onde o velho é sempre novo
As ruas não têm idade porque são todas do povo

Ruas da minha cidade
Becos de ganga puída
Oficinas da verdade dos operários desta vida

Ruas da minha cidade
Janelas do meu olhar
Onde os pardais da amizade à tarde vêm poisar

Ruas da minha cidade
Rasgadas por minha mão
A gente passa à vontade quando pisa o nosso chão

Ruas da minha cidade
Aonde eu quero morrer
Com cravos de eternidade dos meus olhos a nascer.
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Jaquim Pessoa
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(material recolhido para publicação na página-Facebbok da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)
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NelitOlivas

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