.
| PARA OS BRAÇOS DA MINHA MÃE : | ||
Cheguei ao fundo da estrada,
Duas léguas de nada, Não sei que força me mantém. É tão cinzenta a Alemanha E a saudade tamanha, E o verão nunca mais vem. Quero ir para casa Embarcar num golpe de asa, Pisar a terra em brasa, Que a noite já aí vem. Quero voltar Para os braços da minha mãe, Quero voltar Para os braços da minha mãe.
.
Trouxe um pouco de terra,
Cheira a pinheiro e a serra, Voam pombas No beiral. Fiz vinte anos no chão, Na noite de Amsterdão, Comprei amor Pelo jornal. Quero ir para casa Embarcar num golpe de asa, Pisar a terra em brasa, Que a noite já aí vem. Quero voltar Para os braços da minha mãe, Quero voltar Para os braços da minha mãe.
.
Vim em passo de bala,
Um diploma na mala, Deixei o meu amor p'ra trás. Faz tanto frio em Paris, Sou já memória e raiz, Ninguém sai donde tem Paz. Quero ir para casa Embarcar num golpe de asa, Pisar a terra em brasa, Que a noite já aí vem. Quero voltar Para os braços da minha mãe, Quero voltar Para os braços da minha mãe. | ||
.
Pedro Abrunhosa
.
.
.
(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)
.
NelitOlivas
Sem comentários:
Enviar um comentário