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- A 10/11/1928 - Ennio Morricone, compositor, arranjador e maestro italiano :
Ennio Morricone (Roma, 10 de Novembro de 1928) é um compositor, arranjador e maestro italiano. Ao longo da sua carreira é responsável pela composição e arranjo de mais de 500 filmes e programas de televisão.
Morricone escreveu algumas das bandas-sonoras mais conhecidas dos western spaghetti do cineasta Sergio Leone: Per un pugno di dollari (br: Por um Punhado de Dólares), de 1964, Per qualche dollaro in più (br: Por Uns Dólares a Mais), de 1965, Il buono, il brutto, il cattivo (br: Três Homens em Conflito), de 1966, e C'era una volta il West (br: Era uma Vez no Oeste), de 1968. Suas composições mais recentes incluem as bandas sonoras de Once Upon a Time in America (br: Era uma vez na América), de 1984, The Mission (br/pt: A Missão), de 1986, The Untouchables (br/pt: Os Intocáveis), de 1987, Nuovo cinema Paradiso (br: Cinema Paradiso), de 1988, Lolita, de 1997, Malèna, de 2000, e Inglorious Basterds (br: Bastardos Inglórios), de 2009.
Prémios :
- 1967 - Diapason d'Or
- 1969 - Prémio Spoleto Cinema
- 1970 - Nastro d'argento por Metti, una sera a cena
- 1971 - Nastro d'argento por Sacco e Vanzetti
- 1972 - Cork Film International por La califfa
- 1979 - Oscar nomeado por Days of Heaven
- 1979 - Prémio Vittorio de Sica
- 1981 - Prémio della critica discografica por Il prato
- 1984 - Prémio Zurlini
- 1985 - Nastro d'argento e BAFTA por Once Upon a Time in America
- 1986 - Oscar - nomeado, BAFTA e Golden Globe Award por The Mission
- 1986 - Prémio Vittorio de Sica
- 1988 - Nastro d'argento, BAFTA, Grammy Award e Óscar Nomeação por The Untouchables
- 1988 - David di Donatello por Gli occhiali d'oro
- 1989 - David di Donatello por Nuovo Cinema Paradiso
- 1989 - Ninth Annual Ace Winner por Il giorno prima
- 1989 - Pardo d'Oro alla carriera (Locarno Film Festival)
- 1990 - BAFTA, Prix Fondation Sacem del XLIII Festival de Cannes e David di Donatello por Nuovo Cinema Paradiso
- 1991 - David di Donatello por Stanno tutti bene
- 1992 - Oscar - nomeado por Bugsy
- 1992 - Pentagramma d'oro
- 1992 - Prémio Michelangelo
- 1992 - Grolla d'oro alla carriera (Saint Vincent)
- 1993 - David di Donatello e Efebo d'Argento por Jonas che visse nella balena
- 1993 - Globo d'oro Stampa estera in Italia
- 1993 - Gran Prémio SACEM audiovisivi
- 1994 - ASCAP Golden Soundtrack award (Los Angeles)
- 1995 - Prémio Rota
- 1995 - Leão de Ouro de carreira
- 1996 - Prémio Cappelli
- 1996 - Prémio Accademia di Santa Cecilia
- 1997 - Prémio Flaiano
- 1998 - Columbus Prize
- 1999 - Erich Wolfgang Korngold Internationaler Preis für Film
- 1999 - Exsquibbidles
- 2000 - Golden Globe Award por The Legend of 1900 (1998)
- 2000 - David di Donatello por Canone inverso
- 2000 - Oscar - nomeado por Malèna
- 2003 - Golden Eagle Award por 72 Meters
- 2006 - Grand Officer award
- 2007 - Honorary Academy Award por carreira - entregue por Clint Eastwood
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- Em 10/11/1948 nasceu Mário Viegas, actor encenador e recitador português (f. 1996) :
António Mário Lopes Pereira Viegas (Santarém, 10 de Novembro de 1948 — Lisboa, 1 de Abril de 1996) foi um actor, encenador e recitador português.
Considerado como um dos melhores atores da sua geração, Mário Viegas cresceu numa família ligada ao setor farmacêutico e despertou para o teatro numa altura em que era estudante da Faculdade de Letras de Lisboa. Posteriormente inscreveu-se na Escola de Teatro do Conservatório Nacional, tendo a sua estreia profissional no Teatro Experimental de Cascais.
Foi fundador de três companhias teatrais (a última das quais a Companhia Teatral do Chiado) e actuou em Moçambique, Macau, Brasil, Países Baixos e Espanha. Enquanto encenador, adaptou e dirigiu obras clássicas de Samuel Beckett, Eduardo De Filippo, Anton Tchekov, August Strindberg, Luigi Pirandello ou Peter Shaffer. Pela sua atividade foi distinguido, diversas vezes, pela Casa da Imprensa, pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e pela Secretaria de Estado da Cultura, que lhe atribuiu o Prémio Garrett (1987). No estrangeiro foi premiado no Festival de Teatro de Sitges (1979), com a peça D. João VI de Hélder Costa, e no Festival Europeu de Cinema Humorístico da Corunha (1978), com filme O Rei das Berlengas de Artur Semedo. O seu último êxito teatral foi a peça Europa Não! Portugal Nunca (1995).
A sua carreira no cinema começou com o filme O Funeral do Patrão, de Eduardo Geada (1975). Participaria em seguida em mais de 15 películas, entre elas O Rei das Berlengas de Artur Semedo (1978), Azul, Azul de José de Sá Caetano (1986), Repórter X de José Nascimento (1987), A Divina Comédia de Manoel de Oliveira (1991), Rosa Negra de Margarida Gil (1992), Sostiene Pereira de Roberto Faenza (1996), onde contracenou com Marcello Mastroianni. Teve uma colaboração regular com José Fonseca e Costa — Kilas, o Mau da Fita (1981), Sem Sombra de Pecado (1983), A Mulher do Próximo (1988) e Os Cornos de Cronos (1991).
Mário Viegas deu-se a conhecer também pela sua admirável forma de dizer poesia, gravando uma extensa discografia, com poemas de Fernando Pessoa, Luís de Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo, Eugénio de Andrade, Bertolt Brecht, Pablo Neruda, entre outros. Na televisão contribuiu igualmente para a divulgação da poesia portuguesa, particularmente com duas séries dos programas Palavras Ditas (1984) e Palavras Vivas (1991), onde além dos poetas clássicos divulgou junto do grande público autores como Pedro Oom ou Mário-Henrique Leiria.
Em 1995 candidatou-se a deputado, como independente nas listas da União Democrática Popular, e à Presidência da República Portuguesa (também apoiado pela UDP), adoptando o slogan O sonho ao poder, e buscando apoio no meio universitário lisboeta. Também foi colunista do Diário Económico, onde escreveu sobre teatro e humor, e publicou uma autobiografia, intitulada Auto-Photo Biografia (1995). Recebeu a Medalha de Mérito do Município de Santarém (1993) e o título de comendador da Ordem do Infante D. Henrique (1994), das mãos de Mário Soares. O seu jazigo está no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa. Em 2001 o Museu Nacional do Teatro dedicou-lhe a exposição Um Rapaz Chamado Mário Viegas.
Gravações audio :
- Palavras Ditas, 1972, LP Orfeu STAT 011.
- O Operário em Construção e 3 Poemas de Brecht, 1975, EP Orfeu ATEP 6593.
- O Operário em Construção, 1975, LP Orfeu STAT 091.
- País de Abril, 1974, LP, Estúdios Polysom, Lisboa, Edição Orfeu, STAT 021.
- 3 Poemas de Amor, Ódio e Alguma Amargura, 1976, Edição Arnaldo Trindade Lda., Orfeu, STAT 037.
- Pretextos Para Dizer..., 1978, LP Orfeu STAT 066.
- Humores, 1980, 2 LP Orfeu STAT 100.
- O Guardador de Rebanhos, Alberto Caeiro - Fernando Pessoa, 1983, 2 Vinyl Sassetti DIAP 070/2
- No Centenário de Almada Negreiros, 1993, CD Orfeu 35001.
- O Operário em Construção / País de Abril, Abril 2011, 2 CD Orfeu.
Filmografia :
- 1976, O Funeral do Patrão.
- 1978, O Rei das Berlengas (D. Lucas Telmo de Midões).
- 1979, D. João VI (Série televisiva).
- 1980, Kilas, o Mau da Fita (Rui Tadeu - aliás Kilas).
- 1980, A Culpa (Adriano).
- 1983, Sem Sombra de Pecado (Aspirante Henrique Sousa Andrade).
- 1985, A Boa Pessoa de Setzuan (Telefilme).
- 1986, 2002 Odisseia no Terreiro do Paço (Telefilme).
- 1986, Filmezinhos de Sam (Telefilmes).
- 1986, Azul, Azul (Mário).
- 1987, Repórter X (Sete Línguas).
- 1987, Balada da Praia dos Cães (Voz do Capitão Dantas).
- 1988, A Mulher do Próximo (Henrique).
- 1989, Rua Sésamo (Série televisiva).
- 1990, Segno di Fuoco (usurário).
- 1991, O Suicidário (Telefilme).
- 1991, Napoléon et l'Europe (Série televisiva).
- 1991, Os Cornos de Cronos (Professor Álvaro).
- 1991, A Divina Comédia (Filósofo).
- 1992, Contradições (Série televisiva).
- 1992, Rosa Negra (Barriga d'Água).
- 1994, Fado Lusitano (Narrador).
- 1995, Afirma Pereira (Editor).
- 1996, O Judeu (D. João VI) (Telefilme).
Televisão :
- 1984, Palavras Ditas.
- 1991, Palavras Vivas.
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M. Oliveira


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