quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Efemérides Artísticas do Dia


- A 17/12/1749 nasce Domenico Cimarosa, compositor italiano (f. 1801) :
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Domenico Cimarosa (Aversa17 de Dezembro de 1749 – Veneza11 de Janeiro de 1801) foi um compositor italiano.
Foi educado numa escola para pobres mantida pelos frades franciscanos de Nápoles, onde um frade lhe deu as primeira lições de música e, em 1761, matriculou-o no conservatório de Santa Maria de Loreto, onde Cimarosa adquiriu sólidos conhecimentos de cantoviolino e composição. Um de seus professores no conservatório foi Nicola Piccini, um compositor famoso na época. Em 1772 estreia com sucesso sua primeira ópera. Embora tenha composto 65 óperas ao todo, que fizeram tremendo sucesso no seu tempo, tornando-o um compositor aclamado por toda a Europa, a única que a posteridade consagrou é Il Matrimonio Segreto. A respeito desta ópera, Verdi dizia: Quella è la vera commedia musicale, e lì è tutto quello che un'opera buffa deve avere (Esta é a verdadeira comédia musical, ela tem tudo aquilo que uma ópera cómica deve ter).
Em 1787, Cimarosa foi convidado pela imperatriz da Rússia Catarina II para ser compositor da corte em São Petersburgo. Permaneceu a serviço da czarina até 1791, quando voltou a Nápoles e participou numa revolução contra os Bourbons que governavam a cidade. 
Além de óperas, Cimarosa escreveu música de câmara, peças para piano, e música sacra, inclusive um Requiem.
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- Em 17/12/1905 nasceu Érico Veríssimo, escritor brasileiro (f. 1975) :
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Érico Lopes Veríssimo (Cruz Alta17 de Dezembro de 1905 — Porto Alegre28 de Novembro de 1975) foi um dos escritores brasileiros mais populares do século XX.

Obra :

Os principais livros de Érico Veríssimo foram traduzidos para o alemãoespanholfinlandêsfrancêsholandêshúngaroindonésioinglêsitalianojaponêsnorueguêsromenorussosueco e checo.

Contos

  • Fantoches
  • As mãos de meu filho
  • O ataque
  • Os devaneios do general
  • Chico

Romances

Novela

  • Noite (a publicação em Portugal contém ainda "A Sonata", uma pequena história sobre um solitário professor de música que se vê transportado ao passado, ao ano de seu nascimento, onde se apaixona por uma bela mulher) – 1954

Literatura infantojuvenil

Narrativas de viagens

Autobiografias

  • O escritor diante do espelho – 1966 (em "Ficção Completa")
  • Solo de clarineta – Memórias (1º volume) – 1973
  • Solo de clarineta – Memórias 2 – 1976 (ed. póstuma, organizada por Flávio L. Chaves)

Ensaios

  • Brazilian Literature – an Outline – 1945
  • Mundo velho sem porteira – 1973
  • Breve história da literatura brasileira – 1995 (tradução de Maria da Glória Bordini)

Biografia

  • Um certo Henrique Bertaso – 1972

Compilações

Suas obras foram compiladas em três ocasiões:
  • Obras de Erico Verissimo – 1956 (17 volumes)
  • Obras completas – 1961 (10 volumes)
  • Ficção completa – 1966 (5 volumes)

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- A 17/12/1906 nascia Fernando Lopes-Graça, maestro, compositor e musicólogo português (f. 1994) :
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Fernando Lopes-Graça (Tomar17 de Dezembro de 1906 — ParedeCascais27 de Novembro de 1994) é considerado um dos maiores maestros e compositores portugueses do século XX..

Obras Literárias :

  • Disto e Daquilo
  • A Música Portuguesa e os seus Problemas
  • Cartas com Alguma Moral
  • A caça aos coelhos e outros escritos polémicos
  • Ensaios Musicológicos
  • Diário (quase)
  • Reflexões sobre Música
  • Opúsculos I, Opúsculos II, Opúsculos III
  • Música e Músicos Modernos
  • Talia, Euterpe & Terpsicore
  • A Canção Popular Portuguesa
  • Musicália

Cronologia da Obra Musical (selecção) :

AnoPrincipais obras
1927Variações sobre um tema popular português (piano).
1931Primeiras versões das Sonatinas para violino e piano nº 1 e nº 2.
1934Canções para voz e piano sobre poemas de Fernando Pessoa, Adolfo Casais Monteiro e António Botto.
1936Canções sobre poesia de Afonso Duarte, Carlos Queiroz e José Régio.
1938Escreve a música para o bailado “realista” La fièvre du temps e inicia o trabalho de harmonização de canções tradicionais portuguesas para voz e piano.
1939Sonata nº 2 (piano) e canções sobre sonetos de Camões.
1940Concerto para piano e orquestra nº 1 e suite orquestral A febre do tempo, baseado no bailado anterior.
1941Três danças portuguesas, para orquestra.
1942Primeiras versões do Concerto para piano e orquestra nº 2 e da cantata para voz e orquestra História Trágico-Marítima, baseada em poemas de Miguel Torga.
1943Sinfonia per orchestra.
1946Canções sobre poemas de José Gomes Ferreira, Cochofel, Carlos de Oliveira e Armindo Rodrigues. Primeiras harmonizações das Canções regionais portuguesas. Publicação das Marchas, danças e canções, consideradas as primeiras Canções heróicas.
1947Trovas, para voz e piano, sobre textos tradicionais.
1949Scherzo heróico para orquestra. Harmoniza as Six old english songs.
1950Compõe, entre outras, as seguintes obras: Primeira cantata do Natal e Onze encomendações das almas, ambas para coro; Vinte e quatro prelúdios e Glosas sobre canções tradicionais portuguesas para piano; canções sobre poemas de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa, Luís de Camões e João José Cochofel.
1952Sonata para piano nº 3.
1953Primeira versão das Quatro canções de Federico Garcia Lorca.
1957Conclui o segundo caderno das Melodias rústicas portuguesas para piano e inicia os Cinco nocturnos. Nestes anos, dedica-se sobretudo à música vocal e à revisão de obras anteriores.
1959Conclui os Cinco nocturnos e o ciclo vocal As mãos e os frutos sobre poesia de Eugénio de Andrade, obras que o próprio compositor considerou pontos de viragem no seu percurso criativo.
1960Dando continuidade à predominância da música vocal no seu catálogo, escreve canções sobre poesia de Fernando Pessoa, Vitorino Nemésio, Luís de Camões, Alberto de Lacerda e Sá de Miranda. Inicia a primeira das oito suites para piano In memoriam Bela Bartók.
1961Compõe a primeira versão do Canto de amor e de morte e a Sonata para piano nº 4. Inicia os Quatro bosquejos para orquestra de cordas, Mar de Setembro (sobre poemas de Eugénio de Andrade) e os Três sonetos à noite (Bocage). "A Menina do Mar" um conto em quatro actos (sobre o conto homónimo de Sophia de Mello Breyner).
1962Concertino para violeta.
1963Cinco canções de “Os dias íntimos” (J. J. Cochofel)
1964Quarteto de arcos nº 1. Dá início à cantata-melodrama D. Duardos e Flérida, baseada na obra de Gil Vicente, que será concluída em 1969.
1966Sete lembranças para Vieira da Silva, para quinteto de sopro, e Concerto de câmara com o violoncelo obrigado, por encomenda de Mstislav Rostropovich.
1971Versão para orquestra dos Seis cantos sefardins.
1974Finaliza a orquestração da Fantasia sobre um canto religioso da Beira Baixa, para piano e orquestra.
1975Conclui as oito suites In Memoriam Béla Bartók.
1979Conclui o Requiem pelas vítimas do fascismo em Portugal.
1980Sinfonieta em homenagem a Haydn, por encomenda da Orquestra Gulbenkian.
1981Sonata para piano nº 6 e Sete apotegmas. Compõe a “Perpétua para a campa de Carlos de Oliveira”, primeira das Músicas Fúnebres em memória de amigos falecidos."
1982Quarteto de arcos nº 2.
1984Conclui o bailado Dançares.
1986Em louvor à paz, para orquestra.
1987Aquela nuvem e outras (Eugénio de Andrade) e outras canções, também para voz e piano, sobre textos de Pessoa e de dois dos seus heterónimos (Ricardo Reis e António de Campos).
1989Geórgicas, dedicada ao agrupamento Opus Ensemble. Canciones de Tierras Altas (Antonio Machado).
1990Tríptico de D. João (José Saramago).
1992Jardim perdido, para coro (Sophia de Mello Breyner Andresen).
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M. Oliveira

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