segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia
.
A MINHA PIEDADE
.
Tenho pena de tudo quanto lida
Neste mundo, de tudo quanto sente,
Daquele a quem mentiram, de quem mente,
Dos que andam pés descalços pela vida ;
Da rocha altiva, sobre o monte erguida,
Olhando os Céus ignotos frente a frente ;
Dos que não são iguais à outra gente,
E dos que se ensanguentam na subida !
Tenho pena de mim...pena de ti...
De não beijar o riso de uma estrela...
Pena dessa má hora em que nasci...
De não ter asas para ir ver o Céu...
De não ser Esta...a Outra...e mais Aquela...
De ter vivido, e não ter sido Eu...
.
Florbela Espanca
.
A MINHA PIEDADE
.
Tenho pena de tudo quanto lida
Neste mundo, de tudo quanto sente,
Daquele a quem mentiram, de quem mente,
Dos que andam pés descalços pela vida ;
Da rocha altiva, sobre o monte erguida,
Olhando os Céus ignotos frente a frente ;
Dos que não são iguais à outra gente,
E dos que se ensanguentam na subida !
Tenho pena de mim...pena de ti...
De não beijar o riso de uma estrela...
Pena dessa má hora em que nasci...
De não ter asas para ir ver o Céu...
De não ser Esta...a Outra...e mais Aquela...
De ter vivido, e não ter sido Eu...
.
Florbela Espanca
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia
.
SONETO PRESENTE
.
Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar que sou eu é estar aqui.
Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.
Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.
Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu.
.
J. C. Ary dos Santos
.
SONETO PRESENTE
.
Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar que sou eu é estar aqui.
Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.
Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.
Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu.
.
J. C. Ary dos Santos
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia
.
S O N E T O X I V
.
Vou sobre o Oceano (o luar, de doce, enleva !)
Por este mar de Glória, em plena paz.
Terras da Pátria somem-se na treva,
Águas de Portugal ficam, atrás.
Onde vou eu ? Meu fado onde me leva ?
António, onde vais tu, doido rapaz ?
Não sei. Mas o Vapor, quando se eleva,
Lembra meu coração, na ânsia em que jaz.
Ó Lusitânia que te vais à vela !
Adeus ! que eu parto (rezarei por ela)
Na minha Nau Catrineta, adeus !
Paquete, meu Paquete, anda ligeiro,
Sobe depressa à gávea, Marinheiro,
E grita, França ! pelo amor de Deus !
.
António Nobre - 1890
.
S O N E T O X I V
.
Vou sobre o Oceano (o luar, de doce, enleva !)
Por este mar de Glória, em plena paz.
Terras da Pátria somem-se na treva,
Águas de Portugal ficam, atrás.
Onde vou eu ? Meu fado onde me leva ?
António, onde vais tu, doido rapaz ?
Não sei. Mas o Vapor, quando se eleva,
Lembra meu coração, na ânsia em que jaz.
Ó Lusitânia que te vais à vela !
Adeus ! que eu parto (rezarei por ela)
Na minha Nau Catrineta, adeus !
Paquete, meu Paquete, anda ligeiro,
Sobe depressa à gávea, Marinheiro,
E grita, França ! pelo amor de Deus !
.
António Nobre - 1890
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia
.
MAR DE LUZ
.
O mar é um deserto
Cérulo e cintilante.
O sol, chama ofuscante
No abismo azul hiante,
Vácuo, atraente, incerto.
Que destino te leva,
Ó luz ! Ó sol ! Clarão
De esplêndida ilusão
Rompendo a escuridão,
Sumindo-te na treva !
A alma será assim,
Chama, cintila, cor,
Luz fátua que no amor
Irrompe, e o horror
Da morte extingue enfim ?
Estrelas, almas ! Sois
Da força indiferente
Rebrilho intercadente
Na imensa noite ardente ?
Que sois, almas e sóis ?
Ó sol ! Onde nos levas ?
A que imortal visão,
Ou fúlgido clarão
De falaz ilusão ?
À morte ? Ao nada ? Às trevas ?
.
Alberto Osório de Castro
.
MAR DE LUZ
.
O mar é um deserto
Cérulo e cintilante.
O sol, chama ofuscante
No abismo azul hiante,
Vácuo, atraente, incerto.
Que destino te leva,
Ó luz ! Ó sol ! Clarão
De esplêndida ilusão
Rompendo a escuridão,
Sumindo-te na treva !
A alma será assim,
Chama, cintila, cor,
Luz fátua que no amor
Irrompe, e o horror
Da morte extingue enfim ?
Estrelas, almas ! Sois
Da força indiferente
Rebrilho intercadente
Na imensa noite ardente ?
Que sois, almas e sóis ?
Ó sol ! Onde nos levas ?
A que imortal visão,
Ou fúlgido clarão
De falaz ilusão ?
À morte ? Ao nada ? Às trevas ?
.
Alberto Osório de Castro
.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia
.
M O C I D A D E
.
A mocidade esplêndida, vibrante,
Ardente, extraordinária, audaciosa,
Que vê num cardo a folha de uma rosa,
Na gota de água o brilho dum diamante ;
Essa que fez de mim Judeu Errante
Do espírito, a torrente caudalosa,
Dos vendavais irmã tempestuosa,
- Trago-a em mim vermelha, triunfante !
No meu sangue rubis correm dispersos :
- Chamas subindo ao alto nos meus versos,
Papoilas nos meus lábios a florir !
Ama-me doida, estondeadoramente,
Ó meu Amor ! que o coração da gente
É tão pequeno...e a vida, água a fugir...
.
Florbela Espanca
.
M O C I D A D E
.
A mocidade esplêndida, vibrante,
Ardente, extraordinária, audaciosa,
Que vê num cardo a folha de uma rosa,
Na gota de água o brilho dum diamante ;
Essa que fez de mim Judeu Errante
Do espírito, a torrente caudalosa,
Dos vendavais irmã tempestuosa,
- Trago-a em mim vermelha, triunfante !
No meu sangue rubis correm dispersos :
- Chamas subindo ao alto nos meus versos,
Papoilas nos meus lábios a florir !
Ama-me doida, estondeadoramente,
Ó meu Amor ! que o coração da gente
É tão pequeno...e a vida, água a fugir...
.
Florbela Espanca
.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia
.
.
INTRÓITO
.
Das tuas mãos de vidro, carregadas
De jóias tilintantes e doentes,
Das palavras que trazes afogadas,
Das coisas que não dizes mas que entendes.
Do teu olhar virado às madrugadas
De fantásticos e exóticos orientes,
Do teu andar de tule, das estocadas
Dos gestos que não fazes mas que sentes.
Dos teus dedos sinistros, de tão brancos,
Dos teus cabelos lisos, de tão brandos,
Dos teus lábios azuis, de tanta cor.
É que me vem a fúria de bater-te,
É que me vem a raiva de morder-te,
Meu amor ! Meu amor ! Meu amor !
.
J. C. Ary dos Santos
.
.
INTRÓITO
.
Das tuas mãos de vidro, carregadas
De jóias tilintantes e doentes,
Das palavras que trazes afogadas,
Das coisas que não dizes mas que entendes.
Do teu olhar virado às madrugadas
De fantásticos e exóticos orientes,
Do teu andar de tule, das estocadas
Dos gestos que não fazes mas que sentes.
Dos teus dedos sinistros, de tão brancos,
Dos teus cabelos lisos, de tão brandos,
Dos teus lábios azuis, de tanta cor.
É que me vem a fúria de bater-te,
É que me vem a raiva de morder-te,
Meu amor ! Meu amor ! Meu amor !
.
J. C. Ary dos Santos
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia
.
.
SONETOS XII
.
Não repararam nunca ? Pela aldeia,
Nos fios telegráficos da estrada,
Cantam as aves, desde que o Sol nada,
E, à noite, se faz Sol a Lua-Cheia.
No entanto, pelo arame que as tenteia,
Quanta tortura vai, numa ânsia alada !
O Ministro que joga uma cartada,
Alma que, às vezes, de além-mar anseia :
- Revolução ! - Inútil - Cem feridos,
Setenta mortos. - Beijo-te ! - Perdidos !
- Enfim, feliz ! - ? - ! - Desesperado. - Vem.
E as boas aves, bem se importam elas !
Continuam cantando, tagarelas :
Assim, António ! deves ser também .
.
António Nobre - 1891
.
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SONETOS XII
.
Não repararam nunca ? Pela aldeia,
Nos fios telegráficos da estrada,
Cantam as aves, desde que o Sol nada,
E, à noite, se faz Sol a Lua-Cheia.
No entanto, pelo arame que as tenteia,
Quanta tortura vai, numa ânsia alada !
O Ministro que joga uma cartada,
Alma que, às vezes, de além-mar anseia :
- Revolução ! - Inútil - Cem feridos,
Setenta mortos. - Beijo-te ! - Perdidos !
- Enfim, feliz ! - ? - ! - Desesperado. - Vem.
E as boas aves, bem se importam elas !
Continuam cantando, tagarelas :
Assim, António ! deves ser também .
.
António Nobre - 1891
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Fotos de Vagens - Africa do Sul - Cabo da Boa Esperança
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