segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia

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                      INTRÓITO

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Das tuas mãos de vidro, carregadas
De jóias tilintantes e doentes,
Das palavras que trazes afogadas,
Das coisas que não dizes mas que entendes.

Do teu olhar virado às madrugadas
De fantásticos e exóticos orientes,
Do teu andar de tule, das estocadas
Dos gestos que não fazes mas que sentes.

Dos teus dedos sinistros, de tão brancos,
Dos teus cabelos lisos, de tão brandos,
Dos teus lábios azuis, de tanta cor.

É que me vem a fúria de bater-te,
É que me vem a raiva de morder-te,
Meu amor ! Meu amor ! Meu amor !

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J. C. Ary dos Santos
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