The Prisoner - Emily Bronte :
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A Prisioneira :
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Saibam ainda meus tiranos, eu não estou condenada a vestirAno após ano a melancolia, o desespero, a desolação;
Um mensageiro de Esperança vem a mim cada noite,
E oferece vida curta, liberdade eterna.
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Vem com os ventos do oeste, com os ares errantes do anoitecer,
Com esse claro crepúsculo de céu que traz as estrelas mais densas:
Ventos tomam um tom pensativo, e estrelas um lume tenro,
E sobem, e mudam visões que me matam de desejo.
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Desejo de nada conhecido nos meus anos mais maduros,
Quando a alegria enlouquecia de pavor, contava as futuras lágrimas:
Quando, estando o céu do meu espírito cheio de flashes de calor,
Eu não sabia de onde eles vinham se do sol ou se da trovoada.
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Mas primeiro, um silêncio de paz —uma calma sem som desce;
A luta da angústia acaba a impaciência feroz.
Música muda acalma meu peito —harmonia indescritível
Que nunca poderia sonhar, até que a Terra se perdesse para mim.
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Então amanhece o Invisível; o oculto revela sua verdade;
Meu senso externo foi-se, minha interna essência sente;
Suas asas são quase livres —seu lar, seu porto achou,
Medindo o abismo inclina-se, e ousa dar o salto final.
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Oh, terrível é a prova —intensa a agonia—
Quando a orelha começa a ouvir, e o olho começa a ver;
Quando o pulso começa a palpitar —o cérebro a pensar outra vez—
A alma a sentir a carne, e a carne a sentir a corrente.~
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Contudo eu não perca o ardor, nem deseje menor tortura;
Quanto mais a angústia atormenta, mais cedo abençoará;
E vestido com o fogo do inferno, ou brilhante com luz celeste,
Se ele é o arauto da Morte, a visão é divina.
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