Tudor Arghezi :
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ENTARDECER :
Uma aranha, qual verruga,
Marcha longe e com rigor.
Basta vê-la e não refuga
Nem carências e nem dor.
Ela vem de seu ofício,
Não hesita na sua trilha.
Lá em cima a espera, propício,
O lar feito na vasilha.
Não me vê, nem dá por mim,
– Quem eu sou não vale a pena –.
Por que sou tão grande assim?
Por que ela tão pequena?
Tradução de Raul Passos
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(retirado, com a devida vénia, do seu Blog)
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