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Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho :
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Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho, Onde esperei morrer, - meus tão castos lençóis? Do meu jardim exíguo os altos girassóis Quem foi que os arrancou e lançou ao caminho? Quem quebrou (que furor cruel e simiesco!) A mesa de eu cear, - tábua tosca, de pinho? E me espalhou a lenha? E me entornou o vinho? - Da minha vinha o vinho acidulado e fresco... Ó minha pobre mãe!... Não te ergas mais da cova. Olha a noite, olha o vento. Em ruína a casa nova... Dos meus ossos o lume a extinguir-se breve. Não venhas mais ao lar. Não vagabundes mais, Alma da minha mãe... Não andes mais à neve, De noite a mendigar às portas dos casais. .
Camilo Pessanha Clepsidra e outros poemas Colecção Poesia -Edições Ática .
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(Material recolhido para publicação na página Facebook da U.A.S., ao abrigo do Artº 75 do Código do Direito do Autor)
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NelitOlivas
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