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Meu amor, meu amor (Ary dos Santos) :
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Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.
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Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.
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Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento
este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.
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(Material recolhido para publicação na página Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do Artº 75 do Código do Direito do Autor)
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NelitOlivas
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