A iniciar a 2ª missão, foi projectado no écran da minha cápsula, um documentário sobre a poluição-marinha, as grandes manchas de plásticos que cobrem cada vez maiores áreas dos Oceanos e de como os micro-plásticos daí resultantes, estão a contaminar todos os seus habitantes. A questão que se levantava, era de como poderíamos utilizar os nossos recursos para minimizarmos aquela situação.
Analisadas imagens de satélite, foram localizadas as coordenadas das maiores manchas plásticas; deslocadas para lá as nossas cápsulas, com redes de pesca (cedidas por Armadores) presas aos seus guinchos, foi possível trazer razoáveis quantidades de lixo para as reciclagens terrestres; Por outro lado, foi feito um apelo a todos os barcos (de mercadorias, de pesca, de recreio, etc.) para que, sempre que passassem naquelas zonas, capturassem o máximo possível de resíduos. Aos que acediam, as nossas cápsulas forneciam redes de arrasto.
Dado que as reciclagens começaram a não ter capacidade para processarem tantos detritos, sugeriu-se a criação de um prémio para os Cientistas que conseguissem reverter o processo : se os plásticos são fabricados a partir de produtos-petrolíferos, porque não voltar a converter plásticos em petróleo. Mesmo que o processo fosse pouco rentável pelo reaproveitamento do petróleo extraído, os Fundos Anti-poluição de Conservação da Natureza, poderiam ser accionados para cobrirem as despesas inerentes.
Contactadas Associações de Jovens (escuteiros, etc.) estas anuíram em que, as suas boas-acções do dia, constituíssem em deslocar juventude para as reciclagens, a fim de recolherem tampinhas em garrafões vazios de água, para serem posteriormente trocadas por cadeiras-de-rodas e outros equipamentos, a distribuir por deficientes necessitados.
Com toda esta azáfama já estava a terminar a 3ª Feira de Carnaval, quando vinha no regresso a pensar em como a minha namorada adorava aquela época festiva, e eu não tinha conseguido leva-la nem sequer a um corso ou bailarico.
Eis senão quando, da impressora da cápsula, começaram a sair dois bilhetes para assistirmos, num camarote do Sambódromo, ao ultimo desfile das Escolas de Samba; No ecrã da cápsula surgiram as coordenadas de casa da minha "mais-que-tudo" e, recolhida esta*, logo partimos em direcção ao Rio; Entretanto, da impressora 3D da cápsula surgiram uns magníficos disfarces, com que fizemos um figurão, no Baile de máscaras do Copacabana-Palace.
(*) - Sempre que alguém exterior à Organização era autorizado a ingressar numa das cápsulas, sofria os efeitos de uma amnésia-selectiva, que não lhe permitia recordar-se de como tinha sido transportado.
A lição que recolhi desta missão, foi de que "estás sempre a Tempo" ...
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NelitOlivas

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