sábado, 21 de fevereiro de 2015

O Velho - VI


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Numa outra missão de que fui incumbido, o problema prendia-se com a sustentabilidade das construções : cada vez maiores áreas do nosso Planeta são ocupadas por cimento, em edifícios com impactos nocivos para o meio-ambiente; Como utilizar os nossos meios, para reverter esta situação ?
Sugeriu-se que, a exemplo do Prémio Valmor (que se destinava, essencialmente, a contemplar a beleza das fachadas), fosse instituído um Galardão para os edifícios mais ecológicos : os que fossem equipados com reservatórios para retenção de aguas-pluviais, espelhos-solares, geradores-eólicos, calefacção e isolamentos, central de ar-comprimido, iluminação LED, tratamento e reutilização de esgotos, em jardins e hortas verticais, etc.  etc. etc.
 As Ordens-dos-Engenheiros e Arquitectos aceitaram o convite de nomearem um júri-independente que atribuísse esse galardão (baseado, entre outros factores, na certificação-energética dos Edifícios).
O Prémio nem necessitaria ser pecuniário pois, o simples facto de verem os seus Edifícios nomeados, já seria uma garantia para os Construtores, de serem mais procurados por Clientes (que poupariam em vários tipos de consumos), aumentando a valorização do preço do m2. nesses Condomínios/Escritórios.
As nossas cápsulas poderiam ser utilizadas no transporte de tanques, espelhos, geradores, etc. para a cobertura dos edifícios.
No regresso de mais uma destas missões vinha cogitando que, estávamos na véspera de mais um Natal, e ainda não tinha tido oportunidade de comprar um presente, ou de levar ao Circo, o filho que - entretanto - me tinha nascido;
subitamente, começaram a sair da impressora da cápsula, uns convites para visitarmos a Aldeia do Pai Natal, na Lapónia...
Desta missão, retive a seguinte lição : "estamos sempre a Tempo, de festejarmos o Natal"...
cápsula.jpg
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 NelitOlivas

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