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Uma outra missão de que me recordo, começou com um documentário sobre a fome, ou carências-nutritivas que ainda subsistem em muitas Regiões, por um lado; e os desperdícios-alimentares na produção, por outro : peixes devolvidos ao mar, pomares cuja fruta fica por colher, mamíferos que são sacrificados ingloriamente, legumes que não são apanhados, aves que são caçadas apenas por desporto, etc. etc. O desafio lançado, foi o de criarmos meios, com os nossos recursos, para uma distribuição mais equitativa dos excedentes-alimentares por quem deles tanto se encontra necessitado.
A primeira sugestão foi a de criar-se uma linha-de-atendimento (tipo 112), para onde todos os Produtores com impossibilidade de escoarem os seus produtos, comunicassem a localização dos mesmos. (Aqueles que não o fizessem, ficariam sujeitos a multas - ou a cortes nos subsídios-à-produção).
Contactado o Ministério da Justiça, foi acordado que, dos Estabelecimentos-Prisionais, sairia a mão-de-obra necessária para a apanha de frutos e legumes, o acondicionamento de animais, etc. (para os detidos, seria uma forma de quebrarem a rotina das suas celas e respirarem um pouco de liberdade - tornando-se úteis à Comunidade).
À Asociação de Municípios foi solicitado o fornecimento de maquinaria e veículos-da-carga, para recolha e distribuição dos víveres apurados :Se se desperdiçam verbas-publicas em obras-de-fachada (tipo, ver quem faz as lombas mais elevadas, os semáforos mais inúteis ou as rotundas mais desnecessárias, que a Freguesia ou Concelho vizinhos), seria preferível canalizar esses bairrismos-exacerbados, para uma sã competição em que, mensalmente, seria eleita a Autarquia que mais tonelagem de alimentos tivesse recuperado para esta causa-comum.
As nossas naves seriam utilizadas na detecção de desperdícios-alimentares e transporte dos mais leves ou perecíveis.
Estava a terminar mais um Verão e, no regresso desta missão, vinha pensando que a falta de disponibilidade nunca mais me tinha permitido gozar umas Férias decentes, na companhia dos Amigos com quem costumava veranear. Eis que a impressora da nave começa a imprimir bilhetes, para um Cruzeiro no Mediterrâneo em meu nome, de meus familiares-chegados e dos meus principais-amigos. Chegado ao terminal-de-cruzeiros, lá se encontravam eles, com as suas e minhas bagagens, a aguardar os bilhetes de embarque.
Desta missão, recolhi a seguinte lição : "não há mal, que o Tempo não cure"...
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NelitOlivas

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