quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Hermann Hesse

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Hermann Hesse  :
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Neblina :
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(trad.de Álvaro Cabral)
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Estranho é caminhar na densa névoa:
Solitária esta cada planta ou pedra,
Nenhum arbusto enxerga o seu vizinho,
Cada um está só.
Cheio de amigos era, para mim, o mundo
Quando luminosa ‘inda era minha vida;
Agora que a névoa caiu,
Ninguém mais é visível.

Não é deveras um sábio
Quem não conhece a escuridão
Que, suavemente, nos separa
De tudo inexorável.

Estranho é caminhar na densa névoa:
Viver é estar solitário
Entre gente que se ignora.
Todos estamos sós!
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(retirado, com a devida vénia, de "Luso Poemas")


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