quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe faria - Felix Araújo

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Felix de Souza Araújo :
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De "Meu Coração" :
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Maldito coração, que Deus te açoite!
De que valem os sóis que tenho n’alma
Se existe em mim a maldição da Noite?
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Trabalho :
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Minhas mãos cansadas gesticulam e meus músculos se contraem num esforço titânico.
O corpo curvado sobre as máquinas egoístas tem movimento de ritmo desigual e triste.
Há poesia de morte misturando-se ao barulho das volantes apressadas e impiedosas.
Os Senhores ricos passam esmagando em palavras rudes os obreiros humildes.
E eu trabalho e canso e entristeço e vacilo...
Mas Tamar vem de leve, envolve-me deliciosamente, beija-me nas faces, enxuga-me o suor da fronte  com os seus cabelos de veludo, e me aponta a alvorada da Fraternidade e da Justiça ao sol rubro do Futuro.

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