Torquato Tasso :
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MADRIGAL :
Qual orvalho, ou qual pranto,
Que lágrimas aquelas
Que correrem do noturno manto
E do luzente rosto das estrelas?
E por que semeou a branca lua
Nuvens negras de gotas cristalinas
À relva das colinas?
Por que na noite escura
Se ouviram, como gritos, mundo afora
Caçar o vento a aurora?
Foram sinais, talvez, de que partiste
E eu, mudo, fiquei triste?
Que lágrimas aquelas
Que correrem do noturno manto
E do luzente rosto das estrelas?
E por que semeou a branca lua
Nuvens negras de gotas cristalinas
À relva das colinas?
Por que na noite escura
Se ouviram, como gritos, mundo afora
Caçar o vento a aurora?
Foram sinais, talvez, de que partiste
E eu, mudo, fiquei triste?
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