quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia

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             S O N E T O S     V I I I


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Poveirinhos ! meus velhos Pescadores !
Na Água quisera com Vocês morar :
Trazer o grande gorro de três cores,
Mestre da lancha Deixem-Nos Passar !

Farme-ia outro, que os vossos interiores,
De há tantos tempos, devem já estar
Calafetados pelo breu das Dores,
Como esses pongos em que andais no Mar !

Ó meu Pai, não ser eu dos Poveirinhos !
Não seres tu, para eu ser, poveiro
Mail´Irmão so "Senhor de Matosinhos !"

No altar do mar, às trovoadas, entre gritos,
Prometermos, si o barco fôri intieiro,
Nossa bela à Sinhora dos Aflitos !

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António Nobre
Leça 1889
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