LISBON BY NIGHT
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Sexofone saxofome
aqui jazz a humanidade
sepulcro de pedra pomes
duma pseudo euro-cidade.
Antro de feras criadas
entre manteiga e obuses
cansadíssima corrida
de modernas avestruzes.
Na cave do cio soa
um rumor acutilante
faca-pássaro que voa
em seu espaço percutante.
Sexofone saxofome
agulha de tédio e ritmo
ninguém ouve ninguém come
a noite não tem princípio.
Mancebos de longas tranças
enforcados em gravatas
vão depauperando as danças
com os pés aristocratas.
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J. C. Ary dos Santos
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