S O N E T O S IX
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Quando vem Junho e deixo esta cidade,
Batina, Cais, tuberculosos céus,
Vou para o Seixo, para a minha herdade :
Adeus, Cavaco e luar ! Choupos, adeus !
Tomo o regime do Sr. Abade,
E faço as pazes, ele o quer, com Deus.
No seu direito olhar vejo a bondade,
E às capelinhas vou ver os Judeus.
Que homem sem par ! Ignora o que são dores !
Para ele uma ramada é o pálio verde,
Os cachos de uva são as suas flores !
Ao seu passal chama ele o Mundo todo...
Sr. Abade ! olhe que nada perde :
Viva na Paz, longe do lodo.
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António Nobre
Coimbra, 1890
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