sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia - XVI

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             A S    F É R I A S


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Era uma rosa azul de água amarrada
um palácio de cheiros   um terraço
e uma jarra de amigos derramada
de casa até ao mar como um abraço.

Era a intensa e clara madrugada
com cigarras dormindo no regaço
e a ampulheta do sono defraudada
no tempo cada dia mais escasso.

Era um país de urzes e lilases
de tardes sonolentas espreguiçando
um aroma de nardos pelo chão

e bandos de meninas e rapazes
corrend  amando  rindo e adiando
a minha inexorável solidão.

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J. C. Ary dos Santos
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