domingo, 23 de janeiro de 2011

Uma Poesia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia - XVI

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                   R  U  Í  N  A  S


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Se é sempre Outono o rir das primaveras,
Castelos, um a um, deixa-os cair...
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino das Quimeras !

E deixa sobre as ruínas crescer heras.
Deixa-as beijar as pedras e florir !
Que a vida é um contínuo destruir
De palácios do Reino das Quimeras !

Deixa tombar meus rútilos castelos !
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
Mais altos do que as águias pelo ar !

Sonhos que tombam ! Derrocada louca !
São como beijos duma linda boca !
Sonhos !... Deixa-os tombar...deixa-os tombar...

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Florbela Espanca
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